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A energia elétrica é um serviço público essencial. Sua falta prejudica a saúde, a segurança e a qualidade de vida. Por isso, todo mundo tem, por lei (7783/89), direito a recebê-la de forma contínua, e a tarifa deve ser barata e seu cálculo transparente, para o consumidor conseguir reproduzi-lo sozinho.

Só que a maioria das pessoas não compreende os dados da sua conta de luz. Isso porque a linguagem é muito técnica e confusa e não é acompanhada de qualquer explicação. Sem entender a informação, fica impossível reivindicar direitos.

Aqui, esclarecemos cada item da sua fatura e oferecemos uma ferramenta muito prática para calcular sua conta de luz em diferentes situações. Também explicamos como funciona o sistema de energia no Brasil, e mostramos que o valor que você paga mensalmente está totalmente ligado:

  • Aos hábitos de consumo de energia de toda a população brasileira
  • Aos tipos de fontes de energia existentes no país
  • Às decisões tomadas pelos nossos governantes para o setor energético

O QUE ENVOLVE O CÁLCULO DA FATURA?

TARIFA

O valor da tarifa de energia que você paga é formado por outras duas tarifas:

  • Tarifa de energia - TE: é o valor referente à geração da energia, pago pela distribuidora e repassada ao consumidor.
  • Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição - TUSD: é o valor pago pelo consumidor diretamente à distribuidora pelo recebimento da energia elétrica.

Juntas, elas compõem cerca de 45% do valor da conta de luz.

 

TRIBUTO

28% do valor da conta de luz é composto por tributos. A alíquota de cada um deles varia conforme o município e estado e deve aparecer na sua conta de luz. São eles:

  • PIS - Programas de Integração Social (federal)
  • Cofins - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (federal) 
  • ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (estadual)
  • Custeio do Serviço de Iluminação Pública – CIP ou COSIP (municipal)

BANDEIRAS

Sinalizam aumento da tarifa em razão de condições mais caras de geração de energia. Isso ocorre, por exemplo, quando são acionadas termelétricas.

Bandeira Verde: Condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo.

Bandeira Amarela: Condições de geração menos favoráveis (maior uso de termelétricas). A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,010 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.

Bandeira Vermelha: Nesse caso, há duas possibilidades. Nível 1 - Condições mais custosas de geração, por conta do uso intensivo de termelétricas, cuja tarifa sofre acréscimo de R$ 0,030 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido. Nível 2 - Condições ainda mais custosas de geração (uso ainda mais intensivo de termelétricas). A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,050 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.

A Aneel produziu a cartilha “Por Dentro da Conta de Energia” com o objetivo explicar a metodologia de composição das tarifas de energia elétrica. Para saber mais, você pode consultar aqui.

TARIFA BRANCA: UMA ALTERNATIVA PARA ECONOMIZAR

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A tarifa branca é uma modalidade opcional criada para desafogar o sistema elétrico e tornar a rede mais eficiente. Para isso, oferece luz mais barata àqueles que consomem fora do horário de pico, quando o uso é mais intenso. Nos dias úteis, há três faixas de consumo, que mudam de acordo com a região: horário de pico, intermediário e fora do pico. As concessionários devem informar aos consumidores quais são as suas faixas de consumo.

Desde 1º de janeiro os brasileiros atendidos em baixa tensão e com média de consumo superior a 250 KWh por mês (média dos últimos 12 meses), já podem aderir à tarifa branca.

Será que vale a pena?

A resposta vai depender dos hábitos de consumo de cada consumidor. Se uma família utiliza mais energia no período da manhã e da tarde, por exemplo, a tarifa branca pode ser uma boa alternativa, pois não coincide com o horário de pico da região. Vale ressaltar que a conta pode subir bastante, se o consumo não for gerenciado. O valor no final do mês pode subir até 83%.

Saiba mais sobre a Tarifa Branca