Bloco Associe-se

Associe-se ao Idec

Incentivo à alimentação saudável gera economia em saúde, diz estudo

Estudo elaborado por pesquisadores dos EUA confirma que o incentivo ao consumo de alimentos saudáveis pode garantir maior economia dos governos nos gastos em saúde

Compartilhar

separador

Atualizado: 

18/04/2019
Incentivo à alimentação saudável gera economia em saúde, diz estudo

Pesquisadores dos EUA (Estados Unidos) divulgaram um estudo na revista científica "PLOS Medicine" que comprova a eficácia de subsídio ao consumo de alimentos saudáveis para a redução nos gastos do governo com doenças decorrentes da má alimentação.

Em quase todos os Países estudados, os gastos com saúde continuam a aumentar drasticamente, mas até então se desconhecia a relação custo-benefício de incentivos econômicos para dietas saudáveis - um dos principais fatores de risco para diabetes e doenças cardiovasculares.

O estudo, publicado em 19 de março, trabalhou com dois diferentes cenários: na primeira situação, o incentivo subsidiava 30% do gasto das pessoas com frutas e verduras. Já no segundo quadro, o benefício também incluía cereais integrais, óleos vegetais e oleaginosas, como nozes e castanhas.

Enquanto a primeira situação resultou na prevenção potencial de cerca de 1,9 milhão de casos de doença cardiovascular e de 350 mil mortes, o segundo caso trouxe resultados ainda mais positivos: mais de 3,2 milhões de infartos e derrames poderiam ser evitados, além de 120 mil diagnósticos de diabetes e 620 mil mortes ao longo da vida da população beneficiada.

Os pesquisadores concluíram que ambas as situações apresentaram um bom custo-benefício, mas com destaque para o segundo cenário que geraria uma economia de US$ 100 bilhões, sendo 2,5 vezes maior que os gastos poupados com o incentivo apenas de frutas e verduras.

Para Renato Barreto, especialista em Políticas Públicas do Idec, a pesquisa confirma a importância de medidas governamentais que não apenas incentivem o consumo de alimentos saudáveis, mas também desestimulem o consumo de ultraprocessados.

“Em um momento em que os gastos com saúde tendem a aumentar devido ao aumento de consumo de ultraprocessados pela população, a divulgação desse tipo de estudo é essencial para estimular governos a adotarem medidas que contribuam para a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis”, analisa.

Comer mal pode matar mais que o tabaco

Outro estudo, publicado recentemente pela revista científica "The Lancet", afirma que comer mal está relacionado diretamente a 11 milhões de mortes no mundo todo por ano. Ou seja, a forma como nos alimentamos pode causar uma em cada cinco mortes em todo o mundo, sendo, portanto, mais letal do que o tabagismo.

Segundo o autor do artigo, Christopher Murray, diretor do Instituto para Métrica e Avaliação em Saúde (IHME, em inglês) da Universidade de Washington, o estudo confirma o que muitos pensavam: "que uma dieta pobre [nos alimentos que devem estar presentes] é responsável por mais mortes que qualquer outro fator de risco no mundo".

O trabalho foi financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e se baseou na coleta de dados sobre a ingestão de 15 nutrientes em 195 países. O estudo estabeleceu como uma alimentação não saudável uma dieta baixa em frutas, vegetais, legumes, cereais integrais, nozes e sementes, leite, fibras, cálcio, ácidos graxos ómega-3 de alimentos marinhos, gorduras poli-insaturadas ou com muita carne vermelha, carne processada, bebidas açucaradas, gorduras trans e sódio.

Alimentação saudável para todos

Com o objetivo de fomentar uma alimentação saudável, o Idec disponibiliza uma série de ferramentas gratuitas para a população.

Entre elas, está o Mapa de Feiras Orgânicas, onde é possível  localizar feiras especializadas em todo o País, grupos de consumo responsável e comércios parceiros de orgânicos mais próximos do consumidor.

Recentemente, o Idec também lançou o livro Alimentos Orgânicos nas Escolas, cujo conteúdo apresenta experiências de sucesso em escolas de diferentes partes do Brasil que priorizam a aquisição de alimentos orgânicos e com base na agricultura familiar.

Conheça mais iniciativas do Idec aqui.

 

LEIA TAMBÉM

Idec cria site para apoiar políticas públicas sobre alimentação

Idec lança site sobre Publicidade de Alimentos

Anvisa avança na revisão da rotulagem nutricional de alimentos