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Muitos produtos que você come colocam a sua saúde e o seu bem-estar em risco, sem você saber. Por isso, há pelo menos cinco anos o Idec defende o seu direito de saber o que come pressionando por mudança nas regras dos rótulos dos alimentos.

E a ciência já provou que a maneira mais eficaz de informar o consumidor sobre as reais características de um produto é exibindo alertas na parte da frente das embalagens.

As informações presentes hoje nas embalagens de alimentos não são suficientes para informar as reais características de um produto – principalmente dos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos, macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote, molhos prontos, dentre outros.

Carlos Monteiro - Ninguém pode saber o que contém um alimento industrializado a menos que essa informação esteja claramente colocada no rótulo

São justamente esses produtos os que escondem características perigosas em meio a informações técnicas, complicadas e, muitas vezes, enganosas.

GRÁFICO - MORTES POR DOENÇAS CRÔNICAS
GRÁFICO - MORTES POR DOENÇAS CRÔNICAS
 

 

MAS AS COISAS ESTÃO MUDANDO...

Desde 2014, o Idec representa os consumidores em um grupo de trabalho criado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para melhorar os rótulos dos alimentos, defendendo o modelo que traz um triângulo preto na parte da frente das embalagens e alerta para a presença em excesso de açúcar, sódio e gorduras, assim como a presença de adoçantes e gorduras trans.

O modelo dos triângulos foi proposto pelo Idec em parceria com especialistas em design da informação da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e é apoiado por dezenas de parceiros . Pesquisas já comprovaram que o triângulo é a forma mais eficaz de informar o consumidor na hora da compra, e até a Anvisa, em um de seus relatórios deixou isso claro.

Mas, a indústria de alimentos não saudáveis está insistindo na adoção de outro modelo, o chamado de semáforo nutricional, que é ainda pior do que o modelo atual. Segundo pesquisas rigorosas, o semáforo confunde o consumidor e não é capaz de informar sobre as reais características (e riscos) dos produtos ultraprocessados.

Ou seja, para esta indústria de ultraprocessados, quanto pior para o consumidor, melhor para ela.

TODO ALIMENTO PROCESSADO OU INDUSTRIALIZADO É RUIM?

Não. Nem todo alimento processado ou industrializado é ruim para sua saúde. Processamentos básicos, como moer, desidratar, pasteurizar, refrigerar, congelar, fermentar e embalar são geralmente necessários e benéficos.

Praticamente todos os alimentos que consumimos são processados de alguma forma. Grãos são transformados em farinhas e massas, leites são pasteurizados, carne frescas são congeladas ou desidratadas, dentre outros exemplos. Nenhum guia alimentar recomenda o consumo apenas de alimentos frescos, e o consumidor não deve achar que todo alimento processado ou industrializado é não saudável.

Os produtos ultraprocessados, porém, são considerados não saudáveis porque seus ingredientes principais fazem com que, com frequência, eles sejam ricos em gorduras, açúcares ou sódio e, muitas vezes, simultaneamente ricos em gorduras, sódio e açúcares. É o caso de produtos como refrigerante, bolos industrializados, macarrão instantâneo, biscoitos recheados, balas, néctares, e muitos outros.

Saiba mais sobre este tema acessando o Guia Alimentar Para a População Brasileira, do Ministério da Saúde

 

 

COMO FICA NA PRÁTICA

Triângulo de advertências com informações rápidas e precisas, ou semáforo nutricional com cores que escondem e confundem?

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Triângulos x Semáforo Nutricional

Gráfico

Os triângulos...

  • Informam de forma clara e objetiva
    Não é necessário fazer cálculos nem interpretar cores simultâneas
  • São fáceis de identificar
    Por serem pretos, se destacam com facilidade em meio às demais informações presentes nas embalagens, usualmente bastante coloridas
  • Não exigem que o consumidor faça cálculos
    Não apresenta informações nutricionais em porcentagens nem porções
  • Permite interpretações rápidas de crianças pequenas ou adultos não alfabetizados (quanto mais triângulos, pior, quanto menos, melhor)
    A simples presença do triângulo já é suficiente para compreender que o produto oferece risco, sem a necessidade de leitura
  • São defendidos pelos maiores especialistas do mundo
    Pesquisadores, nutricionistas e médicos garantem que esse é o modelo que melhor informa o consumidor e ajuda no combate a doenças como obesidade
  • São defendidos pelas principais associações médicas do Brasil
    Sociedades de hipertenção, pediatria, nutrição e outras apoiam a adoção dos triângulos como forma de combate ao excesso de peso e outras doenças crônicas não transmissíveis
Gráfico

O semáforo nutricional...

  • NÃO informa de forma clara e objetiva
    O mesmo rótulo pode conter mais de uma sinalização vermelha, verde e amarela, ou todas ao mesmo tempo
  • NÃO é fácil de identificar
    Por ser colorido, se confunde com as demais imagens da embalagem
  • Exige que o consumidor faça cálculos
    Porque indica a quantidade de nutrientes críticos em porcentagens
  • NÃO pode ser facilmente compreendido pelas crianças
    Porque cores simultâneas e porcentagens não são fáceis de interpretar
  • É criticado pelos maiores especialistas do mundo
    Os estudos são claros: os consumidores não entendem corretamente as informações
  • É defendido pela indústria de alimentos
    A indústria teme vender menos produtos quando o consumidor sabe o que está comendo de verdade
  • Exige que o consumidor seja alfabetizado, deixando de fora crianças pequenas e adultos não alfabetizados
    Porque existe cálculos e intepretação de informações simultâneas