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Em vídeos, consumidores falam sobre dificuldade em entender rótulos

Campanha produzida pela Aliança tem como objetivo pedir a urgência de um novo modelo de rotulagem nutricional para conter o avanço de doenças relacionadas à alimentação não saudável

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Atualizado: 

05/12/2018
Em vídeos, consumidores falam sobre dificuldade em entender rótulos

Pensando em garantir que as informações dos produtos sejam mais evidentes, a Aliança pela Alimentação Saudável, rede da qual o Idec faz parte, reuniu histórias reais de brasileiros que enfrentam dificuldade para entender os rótulos dos alimentos.  

Os vídeos da campanha apresentam depoimentos de médicos, pacientes diagnosticados com doenças relacionadas à alimentação não saudável e pessoas que se preocupam com o que consomem. 

O objetivo é alertar para o fato de que com rótulos mais compreensíveis e informação adequada, as pessoas podem fazer escolhas alimentares mais conscientes e, consequentemente, mais saudáveis. 

Dentre as histórias contadas, está a de Fabiano Luder, 42 anos, portador de diabetes tipo 2, que sofreu quatro amputações em decorrência do desenvolvimento da doença. Fabiano afirma que sua alimentação contribuiu para a sua condição. "Com informações mais claras sobre os rótulos dos alimentos, talvez minha vida fosse diferente", conta. 

Outro ponto importante é o slogan “Anvisa, nós temos o direito de saber o que comemos”, que tem como finalidade pressionar a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e demais formuladores de políticas públicas sobre a urgência da aprovação do novo modelo de rotulagem. 
 
Rotulagem nutricional no Brasil
 
A proposta de rotulagem defendida pela Aliança foi desenvolvida pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) em parceria com pesquisadores em design da informação da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e com base em sólidas evidências científicas. 

A proposta inclui a inserção de um triângulo preto na parte da frente das embalagens de produtos processados e ultraprocessados com os dizeres ‘’alto em’’ ou ‘’contém’’, indicando de forma clara o excesso de nutrientes que podem ser prejudiciais à saúde, como açúcar, sódio e gorduras totais e saturadas, além de gorduras trans e adoçantes, conforme imagem abaixo. 

Esse modelo de rotulagem nutricional, em formato de advertência, também é defendido e recomendado por organizações internacionais de saúde pública, como a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). 
 
Ana Paula Bortoletto, nutricionista do Idec, reforça que esta campanha, além de conscientizar a população sobre a importância da rotulagem de advertência, faz um apelo à Anvisa.

‘’Precisamos que o processo regulatório de aprimoramento da rotulagem nutricional no Brasil siga como o previsto. Acreditamos, com base nos estudos científicos que realizamos, que o  modelo de advertências contribuirá para conter o avanço acelerado de doenças como a obesidade,  garantindo o direito à informação de forma clara à população’’, enfatiza.

Saiba mais em direitodesaber.org

 

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