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Operadoras querem reajustar planos de saúde acima da inflação

Planos podem subir mais de 4,46% se o desejo das operadoras for atendido

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Atualizado: 

17/08/2011

O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, afirmou ao Jornal da Tarde que as operadoras de saúde querem que os preços dos planos médicos aumentem até 8% este ano. Segundo Almeida, os custos das empresas subiram entre 7% e 8% nos últimos 12 meses.

Além disso, a recente ampliação do rol de procedimentos médicos obrigatórios também estaria pressionando os custos das empresas. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai divulgar em maio o novo teto de reajustes.

O índice reivindicado pela Abrange é quase o dobro da inflação medida pelo IPCA (índice de preços ao consumidor amplo) entre maio de 2007 e março deste ano - o período anual considerado para o cálculo do reajuste vai até o mês de abril. A inflação acumulada em 11 meses é de 4,46%. Se é verdade que ainda falta a divulgação da inflação de abril para se completar o cálculo da variação anual do IPCA, com certeza não se chegará nem perto dos 8% pleiteados.

A advogada do Idec Daniela Trettel lembra que as operadoras de planos de saúde sempre reivindicam aumentos muito acima da inflação com a alegação de aumento de custos e de que a inflação médica é maior do que a inflação medida pelo IPCA. "O percentual solicitado é absurdo e não condiz com a realidade inflacionária. Falta transparência no setor, pois nunca as operadoras demonstram documentalmente os alegados aumentos de gastos", afirma.

"De qualquer maneira, não se justifica pleitear reajustes muito acima do IPCA, o índice que melhor condiz com a realidade inflacionária do consumidor. Ainda mais se considerarmos que se trata de um setor que peca pela falta de trasnparência em suas contas", diz a advogada do Idec.

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