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Idec defende banda larga como serviço essencial e outras mudanças nos serviços de telecomunicações

Propostas foram enviadas em contribuição à consulta pública para a reforma da Lei Geral de Telecomunicações

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Atualizado: 

21/01/2016
Na última sexta-feira, 15/01, o Idec enviou suas contribuições à consulta pública aberta pelo Ministério das Comunicações sobre mudanças no modelo de prestação de serviços de telecomunicações (telefonia fixa e móvel, banda larga fixa e móvel e TV por assinatura).
 
A consulta vai dar subsídios para uma reforma da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e definir parâmetros para esses serviços para os próximos 20 anos no Brasil.
 
Um dos principais pontos defendidos é que a banda larga seja considerada um serviço essencial, assim como é a telefonia fixa.
 
“Existe um movimento de grandes empresas de eliminar o regime público e fazer com que a prestação de serviços de telecomunicações seja feita inteiramente no regime privado, sem obrigações de redução de desigualdades e metas de investimento em todo o país. Somos contra essa posição. Defendemos um regime de serviços essenciais que garanta a expansão da banda larga no país e o acesso de qualidade a todos os cidadãos e consumidores”, explica o advogado e pesquisador do Idec Rafael Zanatta.
 
O Idec também ressaltou a importância de não só oferecer o serviço de internet, mas proporcioná-lo atendendo a critérios de universalidade; acessibilidade; continuidade; qualidade; eficiência e garantia dos direitos dos consumidores.
 
Outros pontos sugeridos são que os conflitos judiciais entre consumidores e empresas de telecomunicações passem a ser considerados como indicador de baixa qualidade do serviço; e que a nomenclatura de cobranças seja padronizada, a fim de facilitar a compreensão do consumidor e a identificação de cobranças indevidas. 
 
Clique AQUI para ver todas as propostas. 
 
 
Próximos passos
 
Com o fim da consulta pública, que teve seu prazo exíguo questionado por diversas entidades, a expectativa é que o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel) elaborem um anteprojeto de lei e que uma nova consulta seja aberta. 
Essa foi, inclusive, mais uma das sugestões enviadas pelo Idec: que as alternativas regulatórias sejam discutidas em detalhes e de modo transparente pelo governo antes de propor reformas na LGT.