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Vai ao mercado? Veja o que e quanto comprar em tempos de pandemia

Abastecimento não foi afetado e compras devem ser feitas pensando na necessidade real para evitar desperdício  

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Atualizado: 

31/03/2020
Foto: Fernanda Cruz/Agência Brasil
Foto: Fernanda Cruz/Agência Brasil

 

Especial Pandemia de Coronavírus

ESPECIAL PANDEMIA DE CORONAVÍRUS:
Informação segura para sua saúde e para seus direitos

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Com a declaração da pandemia global do novo coronavírus (Covid-19) e o aumento de casos no Brasil, muitos consumidores tiveram suas rotinas alteradas e passaram a ter que respeitar algumas medidas restritivas de circulação. Ter que ficar em casa por tempo indeterminado e evitar aglomerações são algumas delas. Essas mudanças e as incertezas de quando tudo vai voltar ao normal têm levado muitas pessoas a procurar lojas e supermercados em todo o País, principalmente para comprar materiais de limpeza e higiene. O medo é o de desabastecimento de alimentos, medicamentos e outros materiais de primeira necessidade. Mas fique tranquilo, o Idec separou algumas informações para orientar todos e para ajudar você na hora de fazer a compra para o período de quarentena. 

Especial Pandemia de Coronavírus: Informação segura para sua saúde e para seus direitos

Devo comprar o máximo de coisas possíveis? 

Não. Ao contrário do que está ocorrendo, a recomendação é que se evite comprar em grandes quantidades qualquer produto, uma vez que a cadeia de abastecimento funciona normalmente. 

O que é necessário neste momento é ter consciência de que vivemos em sociedade e que ao comprarmos em excesso poderá faltar alimentos para outras pessoas, principalmente para a população mais vulnerável, que só conseguem comprar em pequenas quantidades.

No caso dos alimentos, em especial, a compra de muita coisa pode gerar desperdício. Muitas vezes, ao comprarmos grandes quantidades de comidas, não reparamos no prazo de validade e não conseguimos consumi-la no prazo, principalmente quando se trata de perecíveis, que duram menos tempo.

O que comprar e como armazenar? 

Há diversas formas de realizar as compras no mercado: semanal, quinzenal ou até mensalmente. Há quem faça uma lista e quem vá comprando o que lembrar que não tem na dispensa. Não há forma certa ou errada, mas aquela que melhor se adequa a sua condição.  Mas, para diminuir as idas ao mercado e reduzir a exposição ao vírus nesse momento, é preciso planejar.

Tenha em mente que o espaço disponível em sua casa é um fator determinante. Não adianta fazer uma grande compra e não ter onde acondicionar adequadamente. Então, antes de tudo, observe o quanto os seus armários, geladeira e freezer comportam e se já não há alimentos suficientes. 

Os alimentos devem estar armazenados em um local específico para eles, longe de outros tipos de produtos. Já a geladeira e o freezer não devem ser utilizados em sua capacidade máxima. O recomendado é que, no máximo, ¾ de sua área estejam ocupadas para que o ar consiga circular adequadamente.

O que é possível congelar? 

Carnes, aves e pescados podem ser congelados crus em potes bem fechados ou sacos plásticos próprios para esse fim. Certifique-se da limpeza e higiene destes alimentos antes de utilizá-los. Uma dica no momento da compra é observar as condições do alimento e deixar para comprá-lo ao final, assim impede que fique muito tempo no carrinho, fora das condições recomendadas. 

Em casa, pode-se manter esses alimentos em geladeira para preparo imediato ou congelar por até doze meses, no caso de carnes bovinas, e seis meses, no caso de peixes magros. 

Frutas e legumes também podem ser congelados, mas dê preferência para consumi-los frescos, pois são sensíveis a mudanças bruscas de temperatura. Entretanto, se não for possível, pode-se utilizar o método de branqueamento, que irá interromper o amadurecimento dos alimentos, além de ajudar a preservar os pigmentos responsáveis pelas suas cores e a reduzir a carga de microorganismos. 

Para fazer o branqueamento é necessário um pré-cozimento em água quente ou vapor por alguns minutos, se preferir pique os alimentos antes; em seguida, ele deve ser colocado em água gelada, para parar o cozimento, depois armazene em recipientes adequados e coloque no congelador. Fique atento ao teor de água dos alimentos, melancia e alface, por exemplo, não são recomendados para congelamento; como alternativa, pode-se congelar frutas em forma de suco. 

Preparei muita comida, posso congelar? 

Refeições preparadas em casa também podem ser congeladas! Faça a refeição como de costume, mas preste atenção nas preparações. Evite utilizar creme de leite, ovos, maioneses e queijos, por serem mais sensíveis ao congelamento. Depois de prontos, armazene em potes de vidros ou de plásticos, que podem ir altas temperaturas; é imprescindível que estejam bem limpos para evitar contaminações. Em seguida, espere esfriar e armazene no freezer por até trinta dias.

No momento de descongelar tanto legumes, carnes e peixe quanto preparações culinárias, o recomendado é que esse procedimento seja realizado no microondas ou na geladeira. Deixar em cima da pia ou em qualquer outro lugar à temperatura ambiente pode contribuir para o desenvolvimento de microorganismos. Lembre-se de descongelar somente o que for utilizar, pois após esse processo não poderá congelar o alimento novamente.

Escolha bem os produtos na hora da compra e higienize os embalados

Para produtos embalados, além de estar atento a sua data de validade, observe se a embalagem não está estufada, amassada ou enferrujada. Em caso de produtos como farinha, açúcar e/ou sal, observe se os grãos não estão grudados, o que pode indicar umidade.

Já alimentos como feijão, lentilha, arroz e macarrão devem estar íntegros e sem farelos. Por serem alimentos de prazo de validade maior, podem ser comprados em maior quantidade, mas ainda assim, sem exageros. Quanto ao modo de armazenamento deve constar na embalagem, mas normalmente o aconselhado é para que seja em local seco e longe da luz solar. Lembre-se de, antes de guardar qualquer produto, higienizar a sua embalagem.

Muitos mercados oferecem serviços de entrega, compras online e há aplicativos de delivery de vários produtos. Caso não possa se locomover até o local de compra, lance mão dessas ferramentas.

Fique atento às notícias falsas

É  preciso tomar cuidado com as informações que recebemos e repassamos. É comum que, em situações como esta, muitas informações erradas ou falsas, as famosas fake news, sejam difundidas. 

Um caso recente foi a divulgação em grupos de troca de mensagens que os supermercados não teriam atendimento, o que fez com que o público pensasse que estes estabelecimentos seriam fechados. Entretanto, o anúncio se referia aos atendimentos presenciais aos fornecedores para evitar a propagação do vírus.

Ao receber uma notícia tente verificá-la, procurando em outras fontes como os grandes veículos de comunicação. Na dúvida, não repasse a informação recebida.

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