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Plásticos Biodegradáveis: será que existem mesmo?

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Atualizado: 

21/05/2024

É só ir ao supermercado, lanchonete ou restaurante que você encontra produtos que dizem ser biodegradáveis. Mas será que isso é verdade?

O Idec contratou uma pesquisa que mostra a real sobre os plásticos biodegradáveis e você vai saber as principais informações nos tópicos abaixo. Confira!

Os plásticos biodegradáveis existem?

O que as empresas chamam de plásticos biodegradáveis são, na verdade, os oxidegradáveis. Isto quer dizer que produtos químicos são adicionados aos plásticos comuns com a finalidade de transformá-los em água, metano, gás carbônico e biomassa, em um curto período. 

O problema é que as normas técnicas que confirmam que esses plásticos se degradam na natureza consideram condições muito específicas de temperatura, por exemplo, que só são possíveis em laboratórios. Ou seja, na vida real, em condições naturais, não é possível garantir que esses plásticos estão, de fato, se degradando e integrando a natureza. 

Pelo contrário, há estudos que mostram que esses compostos podem se tornar microplásticos, substâncias ainda piores para a saúde humana e dos oceanos. 

Por isso, muito cuidado. As empresas que vendem esses produtos vão tentar te convencer a comprá-los com a desculpa de serem ambientalmente corretos, sendo que não são. E isso até por um preço mais caro do que outras possibilidades melhores e mais sustentáveis.

Até existem biodegradáveis de verdade, que se degradam em condições naturais, mas não são feitos de plástico e sim de outros materiais, como é o caso da mandioca, por exemplo.

Qual a melhor solução já que eles são uma farsa?

O ideal mesmo é fugir dos plásticos e tentar manter uma vida bem longe de qualquer produto ou embalagem que utilize esse material. Porém, sabemos que no mundo real não é tão fácil assim. Por isso, existem outras formas de lidar com o uso de plástico.

De acordo com associações de catadores de materiais recicláveis, o ideal é que as pessoas utilizem plásticos que sejam reutilizáveis. Ou seja, aquelas embalagens que são exatamente contrárias às que se dizem biodegradáveis.

Não é para você comprar um copo, embalagem, sacola, canudo ou prato que vai jogar fora após o uso. Mas sim aquele que você vai reutilizar até não ter mais como. É esse tipo de plástico que é o menos pior para a natureza.

Depois dos reutilizáveis há os recicláveis, que também precisam passar por processos químicos e poluidores para poderem se transformar em outro produto. Não é o ideal, mas ainda é uma opção menos pior do que os oxidegradáveis.

O melhor mesmo é não ter que usar plástico e que as empresas invistam em outros tipos de matérias-primas duráveis para as suas embalagens e produtos.

Por isso, fazemos parte da campanha “Pare o Tsunami de Plástico” para que o Brasil aprove regras mais rígidas para reduzir o uso de plástico no país, inclusive banindo os oxidegradáveis que fazem muito mal para a nossa saúde e a do meio ambiente.

Para apoiar e assinar essa campanha, é só acessar o link a seguir: https://pareotsunamideplastico.org/

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