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Como proteger meus dados na internet?

Confira cinco dicas do Idec para evitar que suas contas de e-mail, redes sociais etc. sejam invadidas ou suas informações vazadas na rede

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Atualizado: 

27/03/2018

O surgimento de novas plataformas tecnológicas traz diversos desafios para manter a segurança dos usuários. Cada vez mais conectados, os consumidores cadastram seus dados em uma série de serviços online, muitas vezes sem se preocupar com a vulnerabilidade das informações. Mas os riscos existem.

Plataformas como Dropbox, Last.fm e Yahoo já foram alvos de ataques de hacker no mundo inteiro. Entre as informações roubadas havia nomes, senhas, endereços de e-mail, números de telefone, entre outros dados que podem ser comercializadas na deep web – zona da internet que não pode ser detectada facilmente nos mecanismos de busca, repleta de atividades ilegais.

Listamos a seguir cinco dicas para navegar de forma mais segura na internet.

Conta segura

O primeiro passo para ter uma conta segura é verificar se ela já foi invadida alguma vez e se seus dados estão vulneráveis. Para isso, consulte o site haveibeenpwned.com (em inglês), criado pelo australiano Troy Hunt, diretor regional da Microsoft. Basta inserir seu endereço de e-mail e clicar em "pwned". Automaticamente, o site verifica se a conta está na lista de mais de 1 trilhão de e-mails hackeados nos últimos anos.

Caso apareça a frase "Good news — no pwnage found!", o endereço fornecido não foi afetado, e é possível criar um alerta automático, caso o e-mail apareça em futuros vazamentos. Já se o resultado for "Oh no — pwned!", o endereço está comprometido. Nesse caso, é importante mudar imediatamente sua senha nos serviços mais utilizados, como conta de e-mail e redes sociais.

Uma dica importante é criar senhas fortes que misturem letras, números e formem uma frase. Por exemplo: AmoPizza60. Também é recomendável trocar periodicamente as senhas. 

Vale lembrar que não é seguro utilizar a mesma frase em todos os serviços. Se tiver medo de esquecê-la, anote-a em um papel (não no computador, pois ele também pode ser invadido) e deixe em um lugar seguro.
 
Validação dupla

Os serviços de e-mails e algumas redes sociais possuem um sistema que avisa o usuário, por mensagem SMS ou e-mail, caso a conta tenha sido acessada por um computador ou navegador novo, ou seja, que ele não reconhece.

O Facebook também possui um recurso em que você escolhe de três a cinco contatos confiáveis para receberem um código e uma URL da rede social para ajudá-lo a efetuar login novamente caso sua conta seja invadida.
 
Whatsapp mais seguro

Após ser invadido por hackers em 2017, o popular aplicativo de mensagens instantâneas mudou suas configurações para dar mais segurança aos usuários. 

A versão possui um recurso complementar que aumenta a proteção da conta. Ele segue a lógica da validação dupla. Contudo, em vez de mandar um e-mail ou SMS com o aviso de acesso, exige que o usuário insira uma senha adicional para que o WhatsApp funcione em outros smartphones. Assim, em caso de clonagem do chip, não será possível habilitar uma nova conta informando apenas o código de segurança padrão.

Para ativar o recurso, você deve acessar as configurações do aplicativo. Nela, selecione a opção "Verificação em duas etapas" e clique em "Ativar". O aplicativo vai pedir para inserir uma senha numérica e confirmá-la. É possível informar também uma conta de e-mail para a recuperação da senha, assim será possível acessar o WhatsApp de outro dispositivo caso esqueça o código de acesso.
 
Cadastro completo

Possivelmente, ao baixar um novo aplicativo ou iniciar registro em um site, você já deparou com a opção de se cadastrar com a conta de sua rede social, principalmente do Facebook, em vez de fazer um novo cadastro.

Apesar de cômoda, essa opção não é recomendável, pois as redes sociais possuem uma vasta quantidade de dados pessoais armazenados. E são nesses dados que as empresas estão interessadas quando dão essa opção de cadastro rápido ao usuário. Você está disposto a compartilhá-los com elas? Antes de responder, lembre-se de que a segurança de muitos sites e aplicativos é baixa e, portanto, estes podem ser facilmente invadidos.
 
Objetos inteligentes

Também é importante ter cuidado com objetos que se comunicam e interagem via internet, como carros autônomos, aparelhos de saúde ou de monitoramento de atividades físicas. Esses produtos podem coletar e enviar informações pessoais sem seu conhecimento, representando riscos a sua segurança.

Para não se expor demais, procure ler a política de privacidade, observando se concorda com os dados que são coletados e com quem são compartilhados; desligar opções de rastreamento e de comando de voz, que habilita microfones e gravações; e manter o dispositivo desligado quando não estiver sendo utilizado.

Veja mais dicas na Cartilha de Segurança para Internet, do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil).

Fui vítima e agora?

Em casos mais graves, como vazamento de fotos íntimas, dados de cartões de crédito ou outros danos causados por falhas de segurança, por exemplo, o consumidor pode exigir reparação aos provedores do serviço com base no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor e no artigo 21 do Marco Civil da Internet. Eles são responsáveis mesmo se não tiverem causado o problema e independentemente de o serviço ser pago ou gratuito.

O primeiro passo é contatar os provedores por meio de seus canais de ajuda. Caso o problema não seja resolvido, procure os órgãos de defesa do consumidor ou ingresse com ação de reparação no JEC (Juizado Especial Cível).