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Quantos abacaxis você já descascou nessa vida? E não… não estamos falando de problema, e sim da fruta mesmo.
A expressão “descascar um abacaxi” virou sinônimo de algo difícil, trabalhoso, penoso. Mas, quando o assunto é a fruta, a história muda completamente. Por baixo da casca resistente, não há complicação nenhuma: só suculência, frescor e muitos bons motivos para se apaixonar por essa fruta que, definitivamente, não dificulta a vida de ninguém.
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A comparação vem da dificuldade real de descascá-la. A casca grossa, os espinhos, a coroa. Exige cuidado, sim, mas logo entrega recompensa. É quase um lembrete de que nem tudo que parece trabalhoso guarda problema: muitas vezes guarda nutrição, prazer e alegria simples.
Talvez por isso o abacaxi seja tão especial. Ele convida a desacelerar, pegar a faca com calma, aproveitar o processo e compartilhar. Em rodelas, cubos, no suco ou na comida, essa generosa fruta ocupa a mesa com refrescância e cor. Quando o assunto é comida de verdade, a natureza não cria armadilhas, cria encontros.
Tropical de origem, nobre por acaso
O abacaxi é nativo da América do Sul, com origem provável no sul do Brasil, Paraguai e nordeste da Argentina. Povos indígenas, especialmente os Guaranis, foram responsáveis por sua domesticação e espalhamento pelas Américas muito antes da chegada dos europeus. Quando a fruta cruzou o oceano, virou símbolo de riqueza por lá: exótica, coroada e rara, passou a aparecer em obras de arte e elementos decorativos.
Seu nome vem do tupi, possivelmente da junção de yvá (fruta) e katĩ (cheiroso). Em muitos países, é chamado de ananás — “fruta excelente”. E o nome faz jus.
Verão pede abacaxi (e o abacaxi pede verão
Fruta de sol forte e calor constante, o abacaxi tem sua principal safra entre novembro e fevereiro. É no verão da maior parte do país que ele fica mais doce, aromático e suculento.
Consumir abacaxi nessa época significa respeitar os ciclos da natureza: frutas da estação costumam ser mais frescas, mais acessíveis e ter menor impacto ambiental. Rico em água, ele ajuda na hidratação e combina perfeitamente com refeições leves e refrescantes.
Boa pedida para todas as refeições
O abacaxi é daqueles alimentos que se dão bem com quase tudo.
É perfeito no café da manhã, ao lado de outras frutas, no suco ou na vitamina.
No almoço, pode compor saladas com folhas verdes, combina com legumes assados e dá um toque especial a pratos agridoces. Grelhado, fica ainda mais aromático. Se nunca experimentou, experimente! Em cubinhos, refresca qualquer preparo, como um vinagrete ou um molho à campanha.
Até nas sobremesas ele aparece de várias formas: in natura mesmo, sendo um ótimo digestivo, ou em forma de pavês, sorvetes, mousses e por aí vai.
E o melhor é que quase nada se perde. A casca e o talo rendem um delicioso chá, que pode ser consumido quente ou gelado. Basta higienizar bem essas partes e levá-las para ferver com 1 litro de água por 10-15 minutos. Um convite ao aproveitamento integral do alimento e a uma cozinha mais consciente.
Mais abacaxi, menos rótulos
Descascar mais abacaxi não é problema, é solução! Ao escolher consumir essa fruta tão nossa, versátil e benéfica, os ultraprocessados perdem espaço e a sua saúde agradece.
Doce por natureza, refrescante e cheio de sabor, ele resolve a vontade de comer algo doce sem precisar de aditivos ou listas intermináveis de ingredientes.
E aí, deu água na boca? Então corre lá no nosso Mapa de Feiras Orgânicas para encontrar onde comprar um abacaxi bem saboroso produzido por agricultores locais e sem veneno, já que estamos na época dele.
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ALERTA DE RECALL
⚠️ Lotes de fórmulas infantis da Nestlé contaminados!
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de lotes de Nestogeno, NAN Supreme Pro, NANLAC Supreme Pro, NANLAC Comfor, NAN Sensitive e Alfamino por risco de contaminação com cereulide — uma toxina que causa vômito, diarreia e até letargia em bebês. Se você tem um desses em casa, suspenda imediatamente o uso e peça reembolso completo. Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico prontamente! Acompanhe mais informações e nossas orientações sobre seus direitos. Idec
ESTUDO
👎 Verdura vai ficar mais caro que ultraprocessado
É o que mostra nosso estudo realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pela primeira vez, a tendência é que os alimentos in natura e minimamente processados fiquem mais caros que os ultraprocessados em 2026. Nossa nutricionista Ana Maria Maya conta que fatores como transporte, armazenamento e logística influenciam os custos e que isso pode limitar escolhas alimentares, especialmente entre famílias em situação de vulnerabilidade. Nós seguiremos incansáveis para mudar essa realidade e seu apoio será ainda mais importante para isso. Batanews
IMPOSTOS E SAÚDE
🧃 Não faz sentido algum
Já falamos muitas vezes aqui sobre nossa luta para que políticas tributárias estimulem mais o que é saudável, e que alimentos prejudiciais à nossa saúde paguem essa conta com uma carga de impostos maior. No Brasil, infelizmente, ainda estamos distantes dessa realidade. É o que o novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta: a água engarrafada é mais tributada do que o refrigerante por aqui. ICL Notícias
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Fernanda Pereira
São Paulo
Se tem uma coisa que eu acho uma delícia é tomar um chá ou café de manhã acompanhado de alimentos de verdade. Na minha rotina, tem fruta em toda refeição, já começo cedo com algumas variedades. Gosto muito da alimentação que escolhi pra mim, ela me faz bem não só fisicamente como mentalmente, eu tenho um vínculo muito carinhoso com cada preparo e com o ato de comer.
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Seu sabor só chega quando é a hora certa
A mangaba é uma fruta nativa do Brasil, muito ligada ao Cerrado e ao Nordeste, onde é abundante e faz parte de uma série de receitas tradicionais. É um fruto símbolo da identidade cultural do Sergipe, sendo o sustento de muitas comunidades extrativistas. Seu nome vem do tupi e significa “coisa boa de comer”.
Ela é bem aromática e delicada, tem casca fina e solta um leite branco quando está verde. Quando madura, revela uma polpa bem macia, suculenta e levemente ácida, sendo somente nesse estágio apropriada para o consumo, com seu sabor e perfume no auge. Por isso, a colheita tem seu tempo certo. Muitas vezes é preciso esperar a mangaba cair do pé. Vai muito bem em sucos, sorvetes, geleias e doces caseiros.
A folha que dá gosto ao território
A vinagreira, ou Hibiscus sabdariffa, tem uma história rica que remonta à África. Ela foi introduzida nas Américas, incluindo o Brasil, por meio dos navios negreiros, adaptando-se perfeitamente ao clima quente e estabelecendo raízes profundas, especialmente na região Nordeste.
Embora seja tradicional em algumas regiões, é considerada uma planta alimentícia não convencional (PANC) em muitas outras, devido ao conhecimento limitado sobre seu uso na alimentação humana, apesar de suas diversas partes comestíveis. As folhas jovens, com sabor azedinho, são usadas em saladas ou refogados como no cuxá, prato símbolo da culinária maranhense, e os cálices florais carnosos são a base para chás, sucos, geleias, licores e molhos.
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Omelete de Taioba
Aqui não tem muito segredo: é usar a folha no batidão de ovos com temperos, mas o uso desse ingrediente não tão convencional é que é o pulo do gato.
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Arroz de cuxá
E falando no prato símbolo do Maranhão, olha ele aí. Azedinho e saboroso, com influência da culinária indígena, africana e portuguesa.
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Espetinho de quiabo
Vai fazer um churras? Surpreenda-se com espetinhos desse alimento que muita gente tem birra por causa de sua baba, mas que fica incrível e saboroso na brasa.
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