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Especialistas internacionais pedem adoção de rotulagem de advertência

Carta endereçada a autoridades brasileiras reforça evidências em favor do modelo de rotulagem nutricional em formato de triângulos

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Atualizado: 

05/12/2018
Especialistas internacionais pedem adoção de rotulagem de advertência

Pesquisas feitas com rigor e sem conflitos de interesse apontam que o modelo de rotulagem nutricional desenvolvido pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), em parceria com pesquisadores da UFPR (Universidade Federal do Paraná), é o mais eficaz em informar o consumidor sobre as reais características dos alimentos ultraprocessados. 

É isso que diz um grupo de 32 especialistas, líderes mundiais na pesquisa em saúde e nutrição, em uma carta enviada a autoridades brasileiras, incluindo o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, no último dia 14. “Nós convidamos a Anvisa a adotar o modelo de advertências proposto pelo Idec/UFPR e que é fortemente apoiado pela comunidade científica nacional e internacional (...) Essa escolha colocará o Brasil como um modelo para a região e para o mundo”.

Em relação ao semáforo nutricional, os especialistas são enfáticos: “Nós gostaríamos de reforçar que existe um consenso entre os principais pesquisadores do mundo (...) de que o modelo do semáforo nutricional é menos efetivo em informar os consumidores sobre a qualidade nutricional dos produtos embalados do que o modelo de advertência”.

Entre as vantagens comprovadas do modelo de advertência estão:

  • É mais eficiente em ajudar os consumidores a identificar corretamente produtos com alto teor de nutrientes críticos;
  • Tem maior impacto nas escolhas alimentares das crianças;
  • São mais eficazes em capturar a atenção do consumidor; mais fáceis de entender; reduzem a percepção de salubridade dos produtos não saudáveis; e reduzem a intenção de compra de produtos não saudáveis.

Para a nutricionista do Idec, Laís Amaral, a carta assinada por inúmeros pesquisadores sem conflitos de interesse demonstra que a proposta de rotulagem nutricional desenvolvida pela ONG é consistente e tem apoio da comunidade científica. 

“Acreditamos que a carta será um impulsionamento para que a Anvisa tenha preservada sua atuação técnica e científica. O modelo de advertência é um passo crucial na direção correta para a criação de um ambiente alimentar mais saudável no Brasil”, destaca. 
 
Assinam a carta Carlos Monteiro (Universidade de São Paulo), Marion Nestle (Universidade de Nova York), Barry Popkin (Universidade da Carolina do Norte), Boyd Swinburn (Universidade de Auckland), David Katz (Universidade de Yale), dentre outros. 

Essa é a segunda vez que especialistas internacionais apoiam a proposta de rotulagem de advertência no Brasil. Em 14 de março, 26 especialistas e pesquisadores chamaram a atenção da Anvisa para a necessidade de aprovar um modelo de rotulagem que garanta à população uma informação clara sobre os produtos ultraprocessados e a ajude a fazer escolhas alimentares mais conscientes.

 

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