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Por que você precisa ajudar a derrubar as novas térmicas “jabuti”?

 
POR QUE VOCÊ PRECISA AJUDAR A DERRUBAR AS NOVAS TÉRMICAS JABUTI? ELAS SÃO UM MAU NEGÓCIO!

Manifeste aqui a sua indignação

Defendam a redução da conta de luz e fontes mais limpas!

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ENERGIA CARA E SUJA

As usinas térmicas movidas a gás, previstas pela Lei 14.182/2021, da privatização da Eletrobras, são resultado da imposição do Congresso Nacional e são chamadas de “Jabuti”, por não terem relação alguma com a privatização. Essas usinas representam um retrocesso para o Brasil. Quem ganha com isso? Empresários do setor elétrico e do gás. Quem perde? Você e o país!

Elas farão com que a sua a conta de luz fique muito mais cara, com consequências desastrosas para a saúde e para o meio ambiente. Essas usinas custam milhões para serem construídas e começarem a funcionar. E a ameaça não para aí! Elas serão construídas em regiões onde não há fornecimento de gás, ou seja, você também vai pagar pelos custos bilionários dos gasodutos que levarão o gás até as usinas.

ESTAMOS EM AÇÃO

Essa conta você não pode pagar!
Recentemente o governo federal editou uma medida provisória (MP 1.212/2024), que entre outras coisas, altera o uso dos recursos que vieram da Lei de privatização da Eletrobras. Estamos diante de uma grande oportunidade. Nós agimos rapidamente, enviamos emendas à MP, pedindo a retirada da obrigatoriedade das térmicas na lei da Eletrobras. Agora precisamos da sua manifestação para aumentar a nossa chance de vitória. A hora é essa!

Junte-se à luta! Manifeste a sua indignação, agora, contra as térmicas jabuti!

IMPACTO NO SEU BOLSO
IMPACTOS ECONÔMICOS
IMPACTOS NA SAÚDE PÚBLICA
COMO É HOJE
COMO DEVERIA SER
IMPACTOS AMBIENTAIS
PREJUÍZOS SOCIAIS DAS TÉRMICAS
IMPACTO INTERNACIONAL

IMPACTO NO SEU BOLSO

Quando o preço da energia sobe, além do aumento direto na sua conta de luz, todos os produtos e serviços que dependem de energia também sobem. Isso inclui itens básicos, como alimentos, comércio e transporte, num efeito dominó.

Ou seja, você vai pagar muito mais por tudo que precisa consumir.

IMPACTOS ECONÔMICOS

O governo vai gastar R$ 84 bilhões na construção dos gasodutos que transportam o gás que abastece as usinas térmicas para produzir uma energia muito mais CARA para o país e para os consumidores e muito mais POLUENTE, na contramão do que busca e propõe o restante do mundo. O ganho que se teria com a construção dos gasodutos e usinas – ao movimentar a economia local – e não traz sustentabilidade econômica a longo prazo.

O custo mensal de funcionamento das térmicas: Sem as térmicas-jabuti R$ 1,7 bi. Com as térmicas-jabuti R$ 2,4 bi. Fonte: Estudo do IDEC

IMPACTOS NA SAÚDE PÚBLICA

O aumento da poluição também pode afetar significativamente a saúde da população. E, de novo, somos nós que pagamos essa conta. Estudos realizados pelo IEMA mostram que a quantidade de poluentes é muito aumentada pelo uso de usinas térmicas e, com isso, afeta a qualidade do ar e da água nas regiões onde são instaladas.

O AUMENTO DA POLUIÇÃO TAMBÉM PODE AFETAR SIGNIFICATIVAMENTE A SAÚDE DA POPULAÇÃO.

MAIOR PARTE DA POPULAÇÃO QUER ENERGIA LIMPA

7 em cada 10 brasileiros afirmaram que o país deve priorizar o meio ambiente na produção de energia.

É o que mostra uma pesquisa da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace) e do Ipespe.

COMO É HOJE

74,7% de energia RENOVÁVEL

O Brasil tem quase 75% de sua matriz elétrica proveniente de fontes renováveis, como a hidrelétrica, a eólica e a solar. Isso coloca o país na vanguarda da geração de energia limpa e barata, ou seja, produzida com baixa ou nenhuma emissão de gases de efeito estufa. Esse é o caminho que precisamos continuar seguindo como país. Usinas termoelétricas vão na contramão aos esforços necessários para combater as mudanças climáticas.

Matriz elétrica brasileira

Matriz elétrica brasileira. 53,4% hidrelétrica. 12,8% gás natural. 10,6% eólica
8,2% biomassa. 3,5% derivados de petróleo. 3,4% carvão e derivados. 3,4% eletricidade importada. 2,5% solar. 2,2% nuclear.Fonte: Balanço Energético Nacional: Relatório Síntese (BEN 2022)

COMO DEVERIA SER

Observando o alto potencial de geração de energia renovável do Brasil e as metas do Acordo de Paris, era de se esperar o contrário do que a nova lei determinou. A expectativa era de um investimento massivo em energias renováveis para substituir todas as térmicas gradativamente. Essas medidas dariam conta de fazer frente ao aumento da demanda por energia, inclusive em épocas de maior escassez hídrica, bem como auxiliariam o Brasil no cumprimento das metas do Acordo de Paris, que prometeu neutralizar as emissões de carbono até 2050.

A EXPECTATIVA ERA DE UM INVESTIMENTO MASSIVO EM ENERGIAS RENOVÁVEIS PARA SUBSTITUIR TODAS AS TÉRMICAS FÓSSEIS E AUMENTAR A OFERTA DE ENERGIA

DE EXCEÇÃO À REGRA

Poluentes e responsáveis por grandes emissões de gases de efeito estufa, as térmicas devem ser acionadas apenas como última opção em situações emergenciais como, por exemplo, quando há seca prolongada e os reservatórios das hidrelétricas estão em níveis insuficientes para fazer frente à demanda. O que difere totalmente da determinação da nova lei, que impõe o funcionamento das “térmicas-jabuti” em grande parte do tempo. Ao dar a categoria inflexível às “térmicas-jabuti”, a nova lei não só impulsiona a geração de energia poluente, como as tornam uma constante, e não uma exceção para momentos de emergência decorrentes de seca ou aumento inesperado da demanda, como são a maioria das térmicas disponíveis hoje no sistema. Quem paga a alta conta dessa energia cara e desnecessária são os consumidores e o planeta.

A NOVA LEI NÃO SÓ IMPULSIONA A GERAÇÃO DE ENERGIA POLUENTE, COMO AS TORNAM UMA CONSTANTE

IMPACTOS AMBIENTAIS

DESPERDÍCIO DE ENERGIA RENOVÁVEL!

Um dos primeiros efeitos da contratação das “térmicas-jabuti” é um pior aproveitamento das águas para geração eletricidade, já que neste contexto, as usinas hidrelétricas, fonte de energia renovável e barata, vão gerar menos energia do que sua capacidade permite. Com isso, teremos um enorme desperdício de recursos energéticos provenientes de fontes hídricas renováveis, pois, com a inflexibilidade das “térmicas-jabuti”, estas ganharam prioridade na oferta energética ao mercado, em detrimento da geração renovável. Não defendemos a construção de novas usinas hidrelétricas, defendemos que as já existentes não sejam desperdiçadas.

53% A MAIS DE EMISSÕES

Segundo estudo do Idec, as novas térmicas aumentarão em 53% as emissões de CO2 do sistema elétrico. Isso contribuirá ainda mais para a quebra de acordos internacionais e para as mudanças climáticas.

POLUIÇÃO DOS RIOS

As térmicas já em operação têm gerado inúmeros impactos ambientais ao redor do mundo e não deve ser diferente no Brasil. Na Índia, por exemplo, resíduos da queima do combustível fóssil que alimenta as usinas estão poluindo os leitos dos rios trazendo consequências negativas para a vida aquática. As novas térmicas podem causar esse problema.

PREJUÍZOS SOCIAIS DAS TÉRMICAS

Um estudo da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos mostrou que, nos Estados Unidos, parte considerável das regiões que contam com usinas térmicas fósseis de geração de energia num raio de até 5 km têm índices sociais, como a renda, inferiores à média nacional.

R$ 110 BI

É o custo operacional a mais que o governo deve ter apenas com as usinas até 2036. Ele envolve manutenção e combustível para que elas funcionem. Esse gasto vai adiar o investimento em fontes renováveis, como a eólica e a solar, muito mais limpas que as térmicas.

IMPACTO INTERNACIONAL

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a União Europeia é o 2º destino das exportações brasileiras, atrás apenas da Ásia, e vem fechando o cerco contra produtos agropecuários, que compõem os principais itens de exportação do Brasil, que causem danos ambientais. Com a mudança na fonte geradora de energia, que é a base de toda produção econômica do país, inclusive a agrícola, isso pode manchar a imagem do país frente aos países compradores e causar danos econômicos irreversíveis.

IMAGEM BRASILEIRA NO EXTERIOR

A imagem e a presença estrangeira do Brasil dependem da gestão de seus recursos ambientais. Um retrocesso em sua política energética seria extremamente danoso para o país e muito difícil de se reverter. Com a Amazônia perto do ponto de savanização o Brasil tem pouca margem de ação na área ambiental. O país não pode abrir mão justamente de fontes de energia limpas e baratas – que são hoje também uma vantagem comparativa no comércio global – para investir em fontes poluentes e caras que trarão prejuízos econômicos, sociais, sanitários e políticos.

EXPLOSÃO DE PREÇOS E DE PROBLEMAS MUNDO AFORA

A dependência excessiva de térmicas e outras fontes de energia consideradas mais poluentes, tem causado graves problemas ao redor do mundo. O embargo econômico à Rússia, em decorrência da guerra contra a Ucrânia, gerou aumento de preços de energia e inflação em boa parte dos países europeus, dependentes das chamadas fontes sujas de energia. No Reino Unido, onde 38% da energia é gerada por gás natural, a inflação superou os 10%. Na Itália, que tem um nível de dependência semelhante ao britânico do gás natural, cidadãos desempregados chegaram a queimar suas contas de energia em Nápoles. Na Alemanha, o preço da energia subiu cerca de 50% e dos alimentos 20%, levando cerca de 3 mil pessoas a protestarem nas ruas.

QUEM É O IDEC

Somos uma associação de consumidores sem fins lucrativos que trabalha pela defesa e ampliação dos seus direitos desde 1987.

Atuamos em diversas áreas contribuindo na construção de políticas públicas, além de combater abusos e ilegalidades, produzir conteúdo gratuito para conscientizar a população e orientar consumidores a resolver problemas com empresas.

Nossa atuação é coletiva e fazemos tudo isso com independência de empresas, partidos e governos, pois somente assim podemos garantir que nosso único compromisso é com a causa dos consumidores.

O Idec faz parte da Coalizão Energia Limpa – Transição justa e livre do gás, um coletivo de organizações que tem como objetivo excluir o uso do gás na matriz elétrica brasileira até 2050.

Logos: Idec e Coalizão Energia Limpa – Transição justa e livre do gás