A transformação já começou nos territórios. Vamos fortalecer quem está fazendo acontecer.
O Idec abre a chamada pública da Semana Sustentável 2026 para apoiar iniciativas comunitárias de diferentes regiões do Brasil com foco em sustentabilidade, justiça socioambiental e fortalecimento territorial.
A Semana Sustentável é uma iniciativa do Idec que fortalece organizações, coletivos e comunidades que já estão construindo alternativas mais justas e sustentáveis em seus territórios.
A ação faz parte da campanha global “Green Action Week”, promovida pela Sociedade Sueca de Proteção à Natureza, que mobiliza organizações de diferentes países para incentivar práticas de consumo mais responsáveis e fortalecer soluções coletivas diante da crise climática e socioambiental.
A proposta da Semana Sustentável é fortalecer quem já está criando respostas concretas para os desafios ambientais do presente.
5 organizações serão apoiadas com R$13 mil cada.
Em 2026, a chamada pública irá apoiar iniciativas comunitárias ligadas:
- Ao enfrentamento do greenwashing corporativo; e/ou
- Aos impactos da exposição a substâncias tóxicas, especialmente nos setores de agrotóxicos, plásticos e resíduos eletrônicos.
As iniciativas podem incluir campanhas, oficinas, mutirões, feiras, ações de monitoramento, produção de materiais e outras estratégias de mobilização social conectadas à realidade dos territórios.
Edital
1 • Quem somos?
O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua há quase 40 anos representando consumidores de todo país na luta por relações de consumo mais justas. Somos independentes de governos, partidos políticos e empresas e nossa atuação é mantida com recursos de projetos financiados por fundações independentes e por doações de pessoas físicas. Nosso propósito é a preservação e garantia de direitos a partir de uma atuação que busca alternativas para prevenção e resolução de conflitos de consumo, especialmente nas áreas de consumo e natureza, serviços financeiros, saúde, alimentação saudável e sustentável, energia e telecomunicações e direitos digitais.
O Programa de Consumo e Natureza examina como modelos hegemônicos de produção e consumo afetam direitos socioambientais. Trabalhamos por um futuro em que a justiça socioambiental e climática caminhe junto à proteção da natureza.
2 • O que é a Semana Sustentável?
A Semana Sustentável tem como objetivo impulsionar o consumo sustentável através de ações coletivas na agenda da sustentabilidade.
Com esse intuito, o Idec vem apoiando projetos de organizações locais que apresentem o compromisso de debater e propor modos de produção e consumo responsáveis e sustentáveis, aliados ao fortalecimento comunitário.
Promovemos a Semana Sustentável desde 2017, como parte da campanha global "Green Action Week" (Semana da Ação Verde), liderada pela Sociedade Sueca de Proteção à Natureza (SSNC).
Em 2018, a campanha global adotou como mote "Comunidades que Compartilham", expressando a busca pela transformação da cultura consumista por meio do fortalecimento de coletividades colaborativas e sustentáveis.
Nas edições anteriores da Semana Sustentável, foram apoiadas iniciativas que fomentaram o consumo sustentável e o senso de comunidade em diferentes regiões do país.
Neste documento é possível conferir uma sistematização de iniciativas apoiadas em 2021, 2022 e 2023. No canal do Idec no YouTube é possível conferir como foram as edições de 2021, 2022, 2023 e 2024 e a animação que guiou a edição de 2025.
3 • Semana Sustentável - Edição 2026
Serão selecionadas 5 iniciativas para serem apoiadas com o recurso de R$13.000,00 cada. Prioritariamente, será selecionada uma organização por região do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste).
A Semana Sustentável 2026 tem como objetivo impulsionar experiências comunitárias de 1) resistência a práticas de greenwashing corporativo; ou 2) enfrentamento aos danos causados pela exposição à substâncias tóxicas, especialmente nos setores de agrotóxicos, plásticos ou resíduos eletrônicos.
4 • Quais iniciativas e ações podem ser apoiadas?
As propostas submetidas devem prever uma intervenção comunitária de pequeno a médio porte alinhada a pelo menos um dos dois eixos da Semana Sustentável - Edição 2026: 1) resistência a práticas de greenwashing corporativo; ou 2) enfrentamento aos danos causados pela exposição à substâncias tóxicas, especialmente nos setores de agrotóxicos, plásticos ou resíduos eletrônicos.
Os projetos poderão incluir campanhas de sensibilização, debates, oficinas, mutirões, feiras, ações de monitoramento, produção de materiais, entre outras estratégias de mobilização social. Iniciativas em diversos formatos podem ser financiadas, desde que dialoguem com o contexto local e fortaleçam suas comunidades diante de desafios reais envolvendo greenwashing corporativo ou exposição à substâncias tóxicas e/ou promovam experiências alternativas nas temáticas de produção e consumo responsáveis e sustentáveis. Na dúvida, sua proposta é bem-vinda!
Ao longo de todas as edições da Semana Sustentável, fortalecemos soluções territoriais, partindo da premissa de que ações, saberes e tecnologias sociais são centrais para a reimaginação de um futuro sustentável e que comunidades que compartilham desempenham um papel crucial na construção de alternativas sistêmicas aos padrões hegemônicos de produção e consumo.
Veja aqui as iniciativas que foram apoiadas nas últimas edições
5• Quem pode participar?
Organizações sem fins lucrativos, movimentos sociais, associações voluntárias, associações comunitárias, de moradores e/ou outras organizações da sociedade civil que:
- Possuam situação cadastral ativa. É condição obrigatória desta seleção apresentar um CNPJ e, preferencialmente, uma conta bancária PJ;
- Comprovem ao menos 3 anos de atuação;
- Comprovem experiência nas temáticas de produção e consumo responsáveis e sustentáveis E/OU greenwashing corporativo E/OU substâncias tóxicas E/OU similares;
- NÃO SEJAM membros da Consumers International.
6 • Como submeter a proposta?
A proposta deverá ser submetida através deste formulário de inscrição, até às 23h59 (horário de Brasília) do dia 21 de Junho de 2026. É obrigatório
- Enviar uma proposta preenchendo todos os campos obrigatórios do formulário.
- Preencher o orçamento com todos os custos
- Enviar o plano de trabalho detalhando as atividades e o cronograma previsto;
- Enviar o cartão CNPJ da organização.
Aceitaremos o envio de apenas uma proposta por organização. Caso tenha mais de uma ideia, sugerimos a submissão daquela que tiver maior sinergia com os objetivos da Semana Sustentável - Edição 2026.
Ao final desta página, há uma seção de Perguntas Frequentes (F.A.Q.) contemplando possíveis dúvidas sobre esta Chamada Pública. Você pode acessá-la aqui.
Caso permaneçam dúvidas, envie por e-mail para projetos@idec.org.br com o assunto: “[DÚVIDAS] Semana Sustentável 2026”.
7 • Como as propostas serão selecionadas?
ETAPA ELIMINATÓRIA
Será verificado se a organização proponente atende aos critérios de elegibilidade descritos no item 5 desta chamada. É obrigatório que o formulário seja enviado corretamente, com o preenchimento de todos os campos obrigatórios descritos no item 6 desta chamada. O não atendimento a esses requisitos implicará na desclassificação da proposta.
ETAPA CLASSIFICATÓRIA
As propostas serão classificadas considerando os seguintes critérios:
- Relevância e alinhamento aos temas e objetivos da Semana Sustentável - Edição 2026.
- Potencial de gerar impactos concretos no território e fortalecimento comunitário.
- Trajetória da organização, histórico de atuação e articulação prévia com o território.
- Viabilidade de implementação da proposta e do cumprimento dos prazos previstos na chamada.
- Liderança de mulheres cis e trans, pessoas negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIAPN+, radicadas em periferias urbanas ou comunidades rurais, entre outros grupos populacionais e comunidades tradicionais historicamente impactados pelos modos hegemônicos de produção e consumo.
8 • Quando devo realizar a ação/iniciativa?
Todos os projetos apoiados deverão ser executados e finalizados entre 22/07/2026 e 07/10/2026. Não há possibilidade de adiamento de prazo
9 • Como é o financiamento?
- Todo o recurso recebido (R$13.000,00) deve ser aplicado integralmente na realização das atividades propostas.
- Não será permitida a realização de repasses para outras organizações com a finalidade de subfinanciamento.
- Não será permitido alocar o recurso em fundos de reserva, pagamento de multas, contingências, aquisição de bens de uso individual e similares (situações não previstas neste edital passarão por avaliação do Idec).
- Não será permitido destinar o recurso para apoio de campanhas políticas, partidos ou candidaturas eleitorais.
- O recurso será repassado em duas parcelas. A primeira parcela, correspondente a 70% do valor total (R$ 9.100,00), será transferida mediante assinatura do termo de parceria e envio de comprovante de conta bancária. A segunda parcela, correspondente aos 30% restantes (R$ 3.900,00), será transferida após o envio e aprovação do relatório financeiro parcial. O saldo não utilizado não poderá ser superior a 5% do total recebido. Valores acima desse limite deverão ser devolvidos ao Idec no prazo de 30 dias após a entrega do relatório financeiro final.
10 • Atribuições das organizações selecionadas
- Garantir transparência e autenticidade das informações compartilhadas desde o envio da proposta até a finalização do apoio e envio dos relatórios.
- Executar as atividades e o orçamento planejados submetidos no processo de seleção. Caso haja saldo superior a 5% do recurso recebido ao final do projeto, a organização apoiada precisará devolver o apoio em sua integralidade.
- Enviar, dentro do prazo estipulado, o relatório narrativo com a descrição das atividades realizadas e os principais resultados alcançados.
- Enviar, dentro do prazo estipulado, o relatório financeiro detalhando todas as despesas e execução orçamentária da proposta, incluindo todos os documentos fiscais, recibos e comprovantes de pagamento.
- Arquivar todos os documentos fiscais, recibos e comprovantes de pagamentos decorrentes da execução financeira das atividades propostas (preferencialmente no formato de cópias digitalizadas). Serão obrigatórios para a prestação de contas na etapa de finalização do apoio e deverão ser arquivados pela organização selecionada pelo período de 5 anos para fins de auditoria.
- Garantir que os valores apresentados no relatório financeiro correspondam aos valores que serão verificados através dos documentos fiscais e comprovantes de pagamentos.
- Informar de imediato ao Idec, qualquer ocorrência que possa vir a prejudicar ou que possa, de alguma forma, interferir no bom andamento do desenvolvimento dos trabalhos aqui contemplados.
- Participar das reuniões remotas de acompanhamento promovidas pelo Idec, conforme previsto no cronograma.
- Participar do evento presencial de finalização e partilha entre projetos a ser realizado preferencialmente na sede de uma das organizações selecionadas (custeado pelo Idec)
- Cumprir com as obrigações contratuais previstas no termo de compromisso assinado pelas partes após a seleção.
O não cumprimento parcial ou total dos compromissos acima poderá acarretar a suspensão ou cancelamento do apoio concedido, bem como a obrigatoriedade de devolução dos recursos recebidos, sem prejuízo de outras medidas administrativas ou legais cabíveis.
11 • Cronograma
| 01 de junho de 2026 | Abertura para submissão da propostas |
| 21 de junho de 2026 | Prazo final de submissão da propostas |
| 22 de junho a 13 de julho de 2026 | Análise das propostas submetidas, seleção e devolutiva |
| 20 de julho de 2026 | Reunião de boas-vindas, apresentação da Semana Sustentável e definição dos processos |
| 22 de julho a 07 de outubro de 2026 | Implementação do projeto |
| Outubro de 2026 | Evento de celebração e compartilhamento das experiências |
| 07 de novembro de 2026 |
Prazo final para:
Envio do relatório de atividades contendo:
Envio do relatório financeiro contendo:
|
Perguntas frequentes (F.A.Q)
Até quando posso enviar minha proposta?
As inscrições poderão ser realizadas até às 23h59 (horário de Brasília) do dia 21 de junho de 2026.
Quais os tipos de iniciativas e ações apoiadas?
As propostas submetidas devem prever uma intervenção comunitária de pequeno a médio porte alinhada a pelo menos um dos dois eixos da Semana Sustentável - Edição 2026: 1) resistência a práticas de greenwashing corporativo; ou 2) enfrentamento aos danos causados pela exposição à substâncias tóxicas, especialmente nos setores de agrotóxicos, plásticos ou resíduos eletrônicos.
Os projetos poderão incluir campanhas de sensibilização, debates, oficinas, mutirões, feiras, ações de monitoramento, produção de materiais, entre outras estratégias de mobilização social. Iniciativas em diversos formatos podem ser financiadas, desde que dialoguem com o contexto local e fortaleçam suas comunidades diante de desafios reais envolvendo greenwashing corporativo ou exposição à substâncias tóxicas e/ou promovam experiências alternativas nas temáticas de produção e consumo responsáveis e sustentáveis. Na dúvida, sua proposta é bem-vinda!
Quais organizações poderão ser apoiadas?
Organizações sem fins lucrativos, movimentos sociais, associações voluntárias, associações comunitárias, de moradores e/ou outras organizações da sociedade civil que tenham pelo menos 3 anos de atuação e experiência na temática de produção e consumo responsáveis e sustentáveis e/ou greenwashing corporativo e/ou substâncias tóxicas e/ou similares; e que NÃO sejam membros da Consumers International.
Posso mandar mais de uma proposta pela mesma organização?
Para garantir um maior equilíbrio na seleção, aceitaremos o envio de apenas uma proposta por organização. Caso tenha mais de uma ideia, sugerimos a submissão daquela que tiver maior sinergia com o escopo da Semana Sustentável - Edição 2026.
Qual o valor do financiamento?
Serão apoiadas 5 organizações distintas com o recurso de R$ 13.000,00.
Quanto tempo tenho para executar as atividades?
Todas as atividades previstas deverão ser executadas entre os dias 22 de junho e 07 de outubro de 2026.
Será necessário realizar algum tipo de prestação de contas?
Caso sua dúvida não tenha sido esclarecida por este F.A.Q., envie um e-mail para projetos@idec.org.br com o assunto
Edições Anteriores
Sobre as iniciativas que já participaram da Semana Sustentável
Cine-Roda: Justiça Socioambiental no Sertão (2025)
Associação de Desenvolvimento do Jacaré Curituba - ADJC, Poço Redondo (SE)
A partir de cine-rodas, oficinas práticas e intervenções educativas sobre reaproveitamento de alimentos, resíduos e consumo responsável, a ADJC mobilizou comunidades em torno de práticas sustentáveis e da valorização da agricultura familiar.
Horta Comunitária e Diálogos sobre Segurança Alimentar (2025)
Associação Oeste de Diadema e Casa dos Saberes de Zé e Maria, Diadema (SP)
Por meio de rodas de conversa sobre segurança alimentar em escolas e atividades de plantio e colheita em uma horta comunitária, a iniciativa mobilizou moradores e estudantes em torno do pertencimento ao território e da promoção de hábitos alimentares saudáveis.
Cine Kambô (2025)
Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultura - ASPAC, Silves (AM)
A partir da exibição de curtas produzidos localmente, a ASPAC mobilizou crianças, jovens e comunidades ribeirinhas para refletir sobre os impactos da exploração de gás no território, além de promover oficinas de ativismo e pintura voltadas à educação como ferramenta de transformação social.
Oficinas Comunitárias de Educação Ambiental (2025)
Instituto Amaralimpa, Salvador (BA)
Entre rodas de conversa e oficinas práticas, pescadores, mergulhadores, estudantes e costureiras discutiram gestão de resíduos e reaproveitamento de materiais, utilizando jeans e plástico em atividades de costura sustentável e arte reciclada.
Horta Comunitária e Oficinas de Educação Ambiental (2025)
Instituto Planeta Vivo, São Paulo (SP)
Com mutirões para criação de hortas comunitárias e oficinas lúdicas sobre compostagem, coleta seletiva e gestão de resíduos, o Instituto Planeta Vivo envolveu crianças, jovens e moradores de comunidades vulnerabilizadas em práticas de educação ambiental e fortalecimento comunitário.
Ciclo 7 da Escola de Cidadania (2024)
Coletiva Caiana, Arraias (TO)
Um encontro de três dias com 10 ativistas pelo cuidado de mulheres. O projeto teve o objetivo de fazer um intercâmbio de estratégias coletivas para enfrentar a fome e as consequências da emergência climática.
+ FAVELA - LIXO (2024)
Associação Itamar para Promoção de Esportes e Cultura na Favela, Belo Horizonte (MG)
A iniciativa teve o objetivo de lidar com os processos de gestão de resíduos sólidos da comunidade do Aglomerado da Serra em Belo Horizonte - que conta com cerca de 50 mil moradores.
Colheita de Passarinhos (2024)
Associação Miríade, Campo Largo (PR)
O projeto visou revitalizar a Floresta Ombrófila Mista com Araucárias por meio do resgate de práticas alimentares sustentáveis e do cultivo de frutas nativas, fortalecendo vínculos comunitários e promovendo a autonomia local.
Fortalecer o Sistema Produtivo (2024)
Casa de Cultura Karajá, São Félix do Araguaia (MT)
Fortalecer o sistema produtivo na aldeia Kuriala no uso sustentável dos recursos naturais. Esse foi o projeto da Casa para enfrentar a fome e a insegurança alimentar vivida pelo povo Inỹ Karajá, o combate aos agrotóxicos e a geração de renda.
Praia sem Plástico (2024)
Etiv do Brasil, Itacaré (BA)
A campanha visou promover o consumo sustentável e a conscientização socioambiental por meio de mutirões de limpeza mensais em cinco praias urbanas de Itacaré. Além da instalação de lixeiras, separação de materiais e uso deles para atividades educativas.
Inclusão social e produtiva das catadoras de materiais recicláveis (2023)
Instituto Nova Amazônia (Inã), Bragança (PA)
O projeto se propôs a combater as injustiças ambientais praticadas contra populações vulnerabilizadas, especificamente as catadoras de materiais recicláveis de Bragança, nordeste do Pará, que são agentes importantes na cadeia produtiva de resíduos sólidos, porém são extremamente invisibilizadas e marginalizadas, vivendo em situação de desigualdade social e exploradas dentro do mercado da reciclagem. O projeto se dispôs a promover debates voltados para democratizar informações sobre os direitos das mulheres, fortalecer sua luta e chamar atenção da sociedade local para as dificuldades enfrentadas por elas.
Cozinha de Vó - Comida Ancestral (2023)
Grupo de Mulheres Produtoras Quilombolas (GRUMAQ), Laranjeiras (SE)
Criação de uma cozinha ancestral com uso de bioconstrução, retomando as origens da comunidade enquanto povo quilombola e tradicional que sabe a importância de compartilhar. Cozinha que preza por alimentos saudáveis, pelo coletivo e com muito afeto, retomando o movimento sankofa - uma cozinha que visa a construção de boas memórias e que dialoga com a terra, com os saberes e fazeres que nos despertaram e despertam lembranças da comida que vem dos ancestrais.
TRANSformando o Cuidado (2023)
Coletivo Aroeira e Tulipas do Cerrado, Brasília (DF)
O projeto busca promover um espaço estratégico de cuidado e de geração de renda entre mulheres e pessoas trans por meio dos princípios da agroecologia e da produção de cosméticos ecológicos. O público em questão é exposto a diversas violências sociais, tornando-se necessário movimentos de empoderamento para a construção de territórios mais seguros e acolhedores.
4ª Feira Saberes, Sabores & Sementes (2023)
Instituto Giramundo Mutuando, Botucatu (SP)
A 4ª Feira promoveu o encontro de produtores e consumidores e o debate aprofundado sobre Soberania e Segurança Alimentar na cidade. O evento integrou a 2ª Conferência Municipal de Meio Ambiente e preparatório para o Dia Mundial da Alimentação Saudável, criando sinergias e aumentando o alcance da proposta. Teve como intuito colaborar para a aprovação de uma Lei Municipal para criação de uma Zona de Interesse Econômico e Ecológico de Agrovilas Agroecológicas, por meio da coleta de assinaturas.
Sabores do Sertão (2023)
Instituto Terraviva, Inhapi (AL)
O projeto é fundamentado na perspectiva ecofeminismo, o qual coaduna gênero e meio ambiente enquanto pautas indissociáveis. O público beneficiado é composto exclusivamente por mulheres que realizam práticas agrícolas e extrativistas em comunidades tradicionais por meio do uso do fruto Ouricuri, a partir da adoção de diferentes formas de manejo, conservação ambiental e convivência com os biomas. As participantes selecionadas protagonizaram as ações do projeto, desde o processo de capacitação e intercâmbio de saberes, até as etapas de construção coletiva de atividades.
Feira de Saberes e Sabores (2022)
Associação de Jovens Produtores Indígenas de Tingui Botó, Feira Grande (AL)
A iniciativa promovida pela Associação de Jovens Produtores Indígenas de Tingui Botó foi a realização da primeira feira de etnodesenvolvimento da comunidade indígena de Tingui Botó. A ação teve a participação de indígenas que atuam na agricultura, extrativismo, pesca e artesanato e contou com um espaço para exposição e comercialização de seus produtos. Foram convidados consumidores da região para ter a oportunidade de observar toda a capacidade produtiva sustentável da comunidade.
Sistema Integrado de Geração de Renda e Consumo Sustentável (2022)
Escola da Família Agrícola de Jaboticaba, Quixabeira (BA)
A EFA Jaboticaba realizou um conjunto de ações articuladas no intuito de promover uma conscientização sócio-ambiental por meio de práticas desenvolvidas junto aos estudantes envolvendo técnicas sustentáveis de convivência com o semiárido, o reaproveitamento da matéria prima produzida na cozinha, na horta e no pomar da escola, a produção de mudas e a proteção de um hectare para o recaatingamento e o desenvolvimento da atividade da melipona. Com isso, reforçaram a educação ambiental cuidando da natureza e produzindo renda.
Novas Águas (2022)
Instituto Novo Sertão, Betânia do Piauí (PI)
O Instituto Novo Sertão mobilizou comunidades na região semiárida do nordeste do país para conscientizar a população sobre a importância de reutilizar e economizar água, disseminando um sistema para reutilização de água cinza de fácil instalação e baixa manutenção, ensinando como utilizá-la na produção agroecológica de alimentos, contribuindo para promover a alimentação saudável e sustentável e geração de de renda através da comercialização destes produtos em feiras da região.
Repenso, Separo, Reciclo: Sou + Natureza (2022)
Instituto Geração Oceano X, Vitória (ES)
Incubidos no pilar central da reciclagem de resíduos sólidos, os catadores de resíduos recicláveis são uma frente importante na campanha de sensibilização para tomadores de decisão e sociedade. O Instituto Geração Oceano X trabalhou para que os catadores tivessem sua voz ouvida em reunião na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, incentivando o combate ao lixo no mar, à poluição por plástico e incentivando a criação de novas políticas. Ao mesmo tempo, lançou uma campanha para a sociedade incentivando o cadastro voluntário para destinação adequada de resíduos sólidos pela coleta seletiva porta a porta, obtendo engajamento crescente e demonstrando mudança de comportamento da comunidade.
Luzes Sobre a Amazônia (2022)
Universidade do Amor, Novo Airão (AM)
A Universidade do Amor organizou a doação de 40 kits de energia solar à comunidade Yanomami de São Gabriel da Cachoeira (AM), a qual ainda é impactada pela falta do acesso à energia elétrica. O principal objetivo foi levar a iluminação como uma forma de empoderamento da comunidade indígena, ensinando a montagem desses kits, promovendo uma forma de gerar energia limpa e financeiramente acessível e ao mesmo tempo ensinando jovens e adultos a montar e fazer a manutenção deste sistema como uma forma de geração de renda.
Quitanda dos Quintais (2021)
Instituto Novo Sertão, Betânia do Piauí (PI)
A Quitanda dos Quintais é uma feira de produtos orgânicos que mobiliza e apoia famílias de agricultores familiares em Betânia do Piauí através da comercialização de seus produtos, e conscientiza a população local sobre a importância do consumo desses alimentos. O Instituto Novo Sertão realizou mais uma edição da feira, contemplando treinamento de agricultores familiares para melhorar sua produção, aumentar a diversidade de seus produtos e disseminar boas práticas. O objetivo desta iniciativa é gerar um ambiente de troca, fortalecendo a economia circular e preservando o bioma da região semiárida nordestina.
Campanha “Leve Sua Sacola” (2021)
Comunidade Educacional de Pirenópolis, Pirenópolis (GO)
A Coepi realizou a produção de sacolas reutilizáveis feitas através da reutilização tecido de ráfia descartados, organizando oficinas de costura e impressão em serigrafia para jovens. O projeto consistiu em distribuir as sacolas para a população local em feiras de alimentos, conscientizando sobre a importância de reduzir o consumo de sacolas e embalagens plásticas através da utilização de sacolas reutilizáveis, bem como convidando o público a aprender outras ações relacionadas ao descarte correto de resíduos orgânicos e recicláveis.
Horta Comunitária da Vila Nancy (2021)
Instituto Kairós, São Paulo (SP)
A Horta Comunitária Vila Nancy é referência para a cidade de São Paulo. Parte da luta por moradia no bairro localizado no bairro Guaianases, zona leste da capital, a horta existe há 35 anos, mantendo 3 nascentes e contribuindo para a preservação da mata em uma área de cerca de 2.000 m². Em parceria com o Instituto Kairós, a chef Leila D. e agricultoras, o projeto equipou a cozinha do espaço da horta para desenvolver oficinas de ecogastronomia para mulheres do entorno e combater a insegurança alimentar.
Água para Todos (2021)
Instituto Abraço, Porto Velho (RO)
Liderado pelo Instituto Abraço, o projeto Água para Todos aborda a vulnerabilidade da comunidade Vila Princesa, em Porto Velho, que, além de estar localizada em uma área adjacente ao lixão, não tem acesso a saneamento básico. Seu objetivo do projeto é propor sistemas de captação de água pluvial dos telhados das residências, com a proposta de um tratamento preliminar que possibilite dar condições para o uso doméstico seguro dessa água.
Vídeos Educativos com Catadoras Sobre a Separação de Resíduos Recicláveis (2021)
Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, Porto Alegre (RS)
O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) propôs a criação de vídeos educativos junto às catadoras de materiais recicláveis na Unidade de Triagem Reciclando Pela Vida, abordando as principais dificuldades da rotina, tais como comercialização de resíduos, segurança de trabalho e importância do reconhecimento desta função, bem como fornecendo orientações sobre como a população deve agir para apoiá-las.

