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Quem vê cara, Não vê permissão – Uma campanha por regras justas para o uso do dados

 
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Reconhecimento facial no Brasil

Você já parou para pensar que seu rosto é único? Quando você usa o reconhecimento facial, seja para desbloquear o celular ou para acessar o app Gov.br, câmeras capturam sua imagem e transformam seus traços em informações digitais para dizer quem você é.

Como você não pode "trocar de rosto", essa informação é considerada um dado sensível. Por isso, ela não pode ser usada de qualquer jeito.

O que são Dados biométricos?

Dados biométricos são informações do seu próprio corpo que identificam quem você é de forma única como o seu rosto, a sua voz, a sua impressão digital e a sua íris do olho.

Mas diferente de uma senha ou documento, esses dados não podem ser trocados.

No Brasil, temos a <strong>LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)</strong>. Ela serve para garantir que suas fotos e biometria sejam tratadas com segurança. Mas, por serem dados tão pessoais, o cuidado precisa ser redobrado para evitar riscos à sua privacidade e liberdade.

O que diz a Lei?

No Brasil, temos a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Ela serve para garantir que suas fotos e biometria sejam tratadas com segurança. Mas, por serem dados tão pessoais, o cuidado precisa ser redobrado para evitar riscos à sua privacidade e liberdade.

O que a LGPD garante?

  • Sua permissão primeiro: o uso deve ser transparente e só pode acontecer com o seu consentimento.
  • Acesso garantido: você tem o direito de saber quais dados seus estão sendo usados, por quanto tempo e de que forma de graça e sem burocracia.
  • Transparência total: as empresas são obrigadas a informar de forma clara quem trata seus dados e como
  • Segurança obrigatória: seus dados devem ser protegidos contra vazamentos, acessos indevidos e uso não autorizado.
  • Sem discriminação: a tecnologia não pode ser usada para excluir ou perseguir pessoas.
  • Cuidado com crianças: proteção reforçada para menores de idade.

Os problemas

Sem regras claras, vivemos em um verdadeiro vácuo legal, onde empresas e governos podem explorar o reconhecimento facial sem limites. Os principais riscos incluem:

  • Vazamento de dados sensíveis, já que podem roubar seu rosto e aplicar golpes
  • Abusos por parte de autoridades, muitas vezes sem fiscalização adequada
  • Uso sem consentimento em espaços públicos ou privados
  • Discriminação e vieses, como racismo e transfobia, que podem afetar pessoas marginalizadas de forma desproporcional
  • Falta de transparência sobre a real finalidade da coleta de imagens

É como se seu rosto, sua identidade mais íntima, fosse capturado e entregue a terceiros, sem que você tenha escolha e nem garantias de que seus dados estejam seguros.

O processo judicial

Onde a Biometria Facial é usada

Estádios de futebol

A Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) tornou o reconhecimento facial obrigatório em estádios com mais de 20 mil lugares a partir de junho de 2025.

Segurança pública

A tecnologia é usada em espaços públicos ruas, estações e eventos sem fiscalização adequada. Apoiamos o banimento desse uso. Conheça a campanha #TireMeuRostoDaSuaMira

Condomínios

Permitido apenas se houver consentimento livre e informado dos moradores, conforme a LGPD.

Espaços privados

Shoppings, metrôs, estádios, rodoviárias e bancos já testam a tecnologia mas sem consentimento, o uso é ilegal. Exigimos regulação e transparência no setor privado.

Dados lorem ipsum

Histórias reais

O que já fizemos até agora

DENUNCIAMOS FALHAS GRAVES E DESCRIMINIÇÃO ALGORÍTMICA

Criticamos duramente o sistema de reconhecimento facial do Gov.br, comprovando que a ferramenta é falha e sofre de Racismo Algorítmico e Etarismo. O Idec exige que o Governo Federal corrija o algoritmo urgentemente e que garanta a acessibilidade a toda a população, independentemente de raça ou idade.

Perda cultural

VITÓRIA CONTRA A IMPOSIÇÃO DE BIOMETRIA FACIAL EM CONDOMÍNIOS

Demonstramos que a biometria facial em condomínios viola a LGPD, pois coleta dados sensíveis. Exigimos que o seu uso só possa ocorrer com consentimento livre, e que o condomínio seja obrigado a fornecer meios de acesso alternativos (TAG, senha, chave) para quem não quiser ter o rosto cadastrado.

Perda cultural

PRESSIONAMOS A ANPD POR REGRAS NO MERCADO

Nós atuamos junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para regulamentar o uso da biometria em relações de consumo, como em bancos e plataformas digitais (e-commerces). O Idec exige que o fornecimento de dados biométricos nunca seja a única opção para acessar um serviço ou produto.

Perda cultural

Na defesa dos seus direitos não nos curvamos diante de gigantes.

Todos os dias, enfrentamos empresas multibilionárias e autoridades poderosas para defender a sua privacidade, a sua segurança e os seus direitos digitais. Podemos lutar por você porque somos independentes — não aceitamos dinheiro de governos nem de grandes corporações.

Quem é o Idec

Somos uma associação de consumidores sem fins lucrativos que trabalha pela defesa e ampliação dos seus direitos desde 1987.

Atuamos em diversas áreas contribuindo na construção de políticas públicas, além de combater abusos e ilegalidades, produzir conteúdo gratuito para conscientizar a população e orientar consumidores a resolver problemas com empresas.

Nossa atuação é coletiva e fazemos tudo isso com independência de empresas, partidos e governos, pois somente assim podemos garantir que nosso único compromisso é com a causa dos consumidores.

Equipe do Idec

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