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Comer não é só uma necessidade básica, é também um retrato das desigualdades no país. Este estudo investiga como gênero e raça atravessam o acesso e a aquisição de alimentos no Brasil, revelando que, longe de ser uma escolha individual, a alimentação está profundamente ligada a fatores sociais, econômicos e históricos.
A pesquisa mostra que essas desigualdades não aparecem por acaso. Elas se expressam na renda, nas condições de trabalho, na organização do cuidado e no acesso a territórios com oferta adequada de alimentos. Mulheres, especialmente mulheres negras, enfrentam barreiras mais intensas, o que impacta diretamente a qualidade e a regularidade da alimentação em seus lares.
Ao trazer esse recorte, o estudo amplia o debate sobre alimentação para além do prato. Ele evidencia que garantir acesso a alimentos adequados passa, necessariamente, por enfrentar desigualdades estruturais. E isso exige olhar atento, políticas públicas consistentes e uma sociedade que não naturalize essas diferenças.

