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Criminosos usam doença para aplicar golpes virtuais

Aplicativo de mensagem é a principal ferramenta utilizada para enviar promoções fraudulentas

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DGABC

Atualizado: 

31/03/2020
Foto: iStock
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Reportagem publicada originalmente em Diário do Grande ABC, em 25/03/2020

Com a rápida disseminação do novo coronavírus pelo País, criminosos aproveitam a fragilidade da população para aplicar golpes. Uma das ferramentas usadas para isso é o WhatsApp. Circulam diversas mensagens no aplicativo oferecendo produtos e serviços gratuitos, que nada mais são do que iscas para roubar dados.

Uma das mensagens promete distribuir máscaras e álcool gel. Links são enviados e levam a página que simula a do Ministério da Saúde, a fim de obter dados pessoais. As vítimas preenchem formulário, com nome, idade, CPF (Cadastro de Pessoa Física), RG e endereço. Ao finalizar, surge mensagem dizendo que os produtos serão entregues no endereço citado e botão para compartilhar o link com amigos via WhatsApp. Mas os produtos nunca chegam na residência.

A Cervejaria Ambev foi citada nos golpes de álcool gel e fez alerta aos seus consumidores nas redes sociais. A Netflix também se tornou alvo dos criminosos, que imitam a página da empresa de streaming de forma fraudulenta, oferecem o serviço gratuito durante o tempo de isolamento e pedem para que o site seja compartilhado com amigos e grupos.

Uma das vítimas de golpes criados com a pandemia de coronavírus, a redatora Layanni Roberta Silva Leite, 20 anos, conta que seu pai fez compra on-line de álcool gel e logo após preencher os dados bancários o processo foi finalizado, sem ao menos preencher o endereço de entrega.

Advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Igor Marchetti ressalta a importância da verificação dos sites e diz que ao receber esse tipo de link, o consumidor se atente e, de preferência, procure as empresas para verificar se a promoção é verídica. “Muitos oportunistas usam do medo da população para garantir o lucro e ofertas mirabolantes devem ser averiguadas.”

O especialista reforça ainda que é importante que o consumidor pesquise no Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) os dados das empresas antes de fazer a compras on-line.  

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