O que foi assunto na defesa do consumidor pelo mundo entre janeiro e início de março de 2017
TRANSPORTE
UBER PAGARÁ US$ 20 MILHÕES A MOTORISTAS NOS EUA

BEBIDAS AÇUCARADAS
FIM DAS MÁQUINAS DE REFRIGERANTE NA FRANÇA
No fim de janeiro, entrou em vigor na França uma medida que pro-íbe a oferta gratuita e a venda de refrigerantes e outras bebidas açuca-radas, como sucos artificiais, isotônicos, bebidas energéticas etc. em máquinas de refil. Tais equipamentos não serão mais permitidos em hotéis, escolas, refeitórios e restaurantes. A medida tem como objetivo redu-zir o consumo excessivo dessas bebidas, e, consequentemente, os casos de diabetes e obesi-dade no País. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 15% da população francesa é obesa.
PRIVACIDADE
BONECA É PROIBIDA NA ALEMANHA

ALIMENTOS
RELATÓRIO MOSTRA BENEFÍCIOS DE ORGÂNICOS
Em dezembro do ano passado, o Parlamento Europeu divulgou um relatório que analisa os benefícios dos alimentos orgânicos. O documento cita os riscos oferecidos pelos agrotóxicos à saúde e ao meio ambiente e dis-cute caminhos e políticas públi-cas para o cultivo de alimentos orgânicos na Europa.
É comum que acidentes de trânsito ocorram por erro huma- no. Porém, é equivocado concluir que os envolvidos são os únicos culpados. Essa simplificação ignora outros fatores, como os limites de velocidade, a sinalização, a falta de dis-positivos de segurança nos carros etc. Há, ainda, outro aspecto negli-genciado e com alto potencial para evitar lesões e mortes no trânsito: o desenho urbano.
Se as cidades têm ruas largas em locais com fluxo intenso de pes-soas, semáforos com tempo curto para a travessia de pedestres, calça-das estreitas e pouca estrutura para pedalar, é justo responsabilizar ape-nas motoristas, ciclistas e pedestres por acidentes? As cidades precisam ser construídas para minimizar esses erros, não o contrário. Algumas já perceberam isso e mudaram a distribuição do espaço viário.
Ao contrário do que pode parecer, essa mudança não precisa comprometer o orçamento local. Nova York mudou de cara a partir de intervenções com custo reduzido baseadas no uso de tinta, mobiliário urbano, sinalização e iluminação, criando mais espaço para as pessoas.
Em 2016, a Cidade do México fez melhorias parecidas: redistribuiu os espaços, normalmente reservados para os veículos, para dar mais segurança a todos os cidadãos, especialmente pedestres e ciclistas, que são mais vulneráveis. Em uma das avenidas da capital mexicana, o redesenho de 13 interseções resultou em 63% menos acidentes.
Um dos grandes trunfos dessas experiências foram as medições de impacto. Elas serviram para que o debate saísse do achismo e desmis-tificaram conceitos errados da população. Em Nova York, apesar da redução de pistas para carros, houve benefício para o comércio e até o trânsito passou a fluir melhor.
Esse tipo de política permanece inédita no Brasil. As novas gestões municipais, que assumiram em janeiro, podem inovar e tornar o espa- ço urbano mais seguro com soluções rápidas, baratas e capazes de salvar vidas.