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Nesta semana, nós estivemos no Congresso Nacional defendendo mais transparência para quem consome. O resultado foi a protocolação de um projeto de lei que propõe avanços na rotulagem dos produtos ultraprocessados. Nesta edição, contamos por que essa discussão importa para o nosso direito à informação.
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Mais transparência nos rótulos: um avanço para quem consome
Quando vamos ao mercado, nem sempre é fácil entender o que está por trás das embalagens coloridas e das promessas estampadas na frente dos produtos. Muitas vezes, as informações mais importantes ficam escondidas em letras pequenas ou exigem um conhecimento técnico que a maioria das pessoas não possui. Mesmo com a lupa, muitas pessoas ainda encontram dificuldades para identificar produtos ultraprocessados e compreender algumas das estratégias utilizadas pela indústria. Por isso, defender uma rotulagem mais clara é defender o direito à informação.
Foi justamente essa pauta que nós levamos ao Congresso Nacional nos últimos dias. Como resultado desse trabalho, foi protocolado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 2.599/2026, apresentado pelo deputado Paulo Teixeira com o nosso apoio e do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (Nupens/USP). A proposta busca aprimorar as regras de rotulagem no Brasil e tornar mais acessíveis informações importantes para quem consome.
O que muda com a proposta?
O projeto prevê três avanços principais: a criação de dois alertas específicos, um para produtos ultraprocessados e outro para indicar a presença de edulcorantes (termo técnico para o que popularmente conhecemos adoçantes), além de critérios mais rigorosos para a rotulagem nutricional frontal (a lupa, que está presente na parte da frente das embalagens).
Na prática, isso significa que teremos mais elementos para compreender rapidamente as características dos produtos que chegam às nossas casas e identificar de forma rápida quais produtos são ultraprocessados. A informação clara é uma ferramenta essencial para escolhas conscientes e para a promoção da alimentação adequada e saudável.
O debate ganha ainda mais relevância diante das evidências relacionadas às estratégias da indústria de ultraprocessados para reformular seus produtos, após a implementação de normas de rotulagem frontal. Um exemplo é substituição parcial ou total de açúcares adicionados por edulcorantes, com o propósito de evitar os alertas atualmente exigidos. Cabe ressaltar que o edulcorante é um ingrediente considerado crítico para a saúde pela Organização Pan-Americana de Saúde, e a falta de informação sobre essa substituição e a presença deste ingrediente pode dificultar a compreensão do consumidor sobre a composição dos produtos.
Informação é um direito
Acreditamos que a transparência deve estar no centro das relações de consumo. Quando as informações são claras e acessíveis, conseguimos comparar produtos com mais facilidade e compreender melhor aquilo que estamos levando para a mesa.
Essa discussão também dialoga diretamente com o Guia Alimentar para a População Brasileira, que recomenda basear a alimentação em alimentos in natura e minimamente processados, limitar o consumo de produtos processados e evitar os ultraprocessados. Para que essas orientações possam ser colocadas em prática, é fundamental que a população identifique facilmente quais são esses produtos.
Uma conquista construída ao longo do tempo
O projeto dialoga com uma agenda construída ao longo de anos por pesquisadores, organizações da sociedade civil, profissionais da saúde e movimentos comprometidos com a defesa da alimentação adequada e saudável. A proposta reúne debates e evidências acumulados nesse período em torno do fortalecimento da rotulagem nutricional e do direito à informação para quem consome.
Ao longo dos últimos anos, acompanhamos avanços importantes na rotulagem nutricional brasileira. Agora, temos a oportunidade de aprofundar esse caminho e tornar os rótulos ainda mais úteis para a população.
Seguiremos defendendo melhorias que fortaleçam o direito à informação e contribuam para ambientes alimentares mais saudáveis. Afinal, compreender o que consumimos não deveria ser um privilégio, mas um direito garantido a todas as pessoas.
👉 Quer entender melhor como funcionam os rótulos dos produtos? Acesse o nosso conteúdo especial sobre rotulagem.
Rótulos mais claros ajudam famílias a escolher melhor. Mas para isso alguém precisa enfrentar a pressão da indústria, acompanhar o Congresso e cobrar regras que protejam consumidores.
O Idec faz esse trabalho de forma independente e sem fins lucrativos. Se você acredita que informação clara é um direito, associe-se. Com R$ 15, você ajuda a manter essa luta viva.
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TENDÊNCIA SAUDÁVEL PELO MUNDO
🧠 Ultraprocessados podem afetar foco e aprendizado
Pesquisas em neurociência apontam que o consumo frequente de produtos ultraprocessados pode impactar funções importantes do cérebro, como atenção, memória e capacidade de aprendizado. Os estudos reforçam a importância de priorizar alimentos in natura e minimamente processados no dia a dia, como recomenda o Guia Alimentar para a População Brasileira. Correio Braziliense
CULTURA ALIMENTAR
🌱 Merenda escolar valoriza alimentos tradicionais
Uma experiência construída com povos e comunidades tradicionais no Amazonas vem fortalecendo a presença de alimentos locais na merenda escolar e reduzindo a dependência de produtos ultraprocessados. A iniciativa também contribui para gerar renda nos territórios, valorizar saberes alimentares e fortalecer a cultura alimentar regional. o joio e o trigo
ALIMENTAÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL
🌍 Fome aguda atinge 266 milhões de pessoas
O novo Relatório Global sobre Crises Alimentares mostra que 266 milhões de pessoas enfrentaram fome aguda em 47 países ao longo de 2025. O cenário é impulsionado principalmente por conflitos, crises econômicas e deslocamentos forçados, reforçando a necessidade de sistemas alimentares mais justos e de ações internacionais para garantir o direito humano à alimentação adequada. Xepa Ativismo
DICAS
🔍 A história da lupa nos rótulos brasileiros
Um e-book gratuito produzido por nós e pela USP resgata os 10 anos de mobilização que levaram à criação da rotulagem nutricional frontal no Brasil. A publicação mostra os desafios enfrentados ao longo do processo e reforça a importância da informação clara para escolhas alimentares mais conscientes Jornal USP
PARTICIPE
🌱 Semana Sustentável reúne ações pelo consumo
A Semana Sustentável do Idec promove atividades gratuitas para incentivar escolhas de consumo mais conscientes e sustentáveis. A programação reúne debates, oficinas e conteúdos sobre alimentação, meio ambiente e direitos das pessoas consumidoras, fortalecendo a participação cidadã na construção de um futuro mais justo. Venha participar
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Deputado Federal
Paulo Teixeira
A informação adequada e clara é um direito do consumidor e uma ferramenta fundamental para a promoção da saúde. Com este projeto, queremos dar mais um passo para que a população brasileira saiba exatamente o que está consumindo, identificando de forma simples os ultraprocessados, a presença de edulcorantes e de nutrientes associados ao aumento do risco de doenças crônicas não transmissíveis.
A rotulagem é uma política pública de baixo custo e alto impacto, que fortalece escolhas alimentares mais conscientes, protege crianças e famílias e contribui para a construção de sistemas alimentares mais saudáveis e sustentáveis.
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O inhame e sua versatilidade na cozinha
Muito presente na alimentação brasileira, especialmente nos meses mais frios, o inhame é um ingrediente versátil que pode compor sopas, caldos, purês, assados e diversas preparações caseiras. Seu sabor suave combina facilmente com temperos, legumes e verduras da estação.
Para conservar melhor, o ideal é armazená-lo em local fresco, seco e protegido da luz. Depois de cozido, pode ser congelado em porções para facilitar o preparo das refeições ao longo da semana, reduzindo o desperdício e otimizando o tempo na cozinha.
A doçura delicada do caqui na temporada
Com textura macia e sabor adocicado, o caqui é uma das frutas que marcam a chegada dos meses mais amenos. Consumido in natura, em saladas de frutas ou sobremesas simples, traz cor e variedade para a alimentação cotidiana.
Para prolongar sua conservação, vale armazenar os frutos ainda firmes em temperatura ambiente até amadurecerem. Depois disso, podem ser mantidos na geladeira por alguns dias. Quando muito maduros, também podem ser congelados em pedaços para uso em vitaminas e preparações doces, evitando desperdícios.
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Bolinho de inhame
Crocante por fora e macio por dentro, o bolinho de inhame é uma opção saborosa para lanches e encontros em família. A receita valoriza ingredientes simples e mostra como preparações caseiras podem trazer praticidade, afeto e muito sabor para o dia a dia.
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Abóbora grelhada com castanha-de-caju e pimenta-biquinho
Com sabores que combinam perfeitamente, esta receita une a suavidade da abóbora grelhada à crocância da castanha-de-caju e ao toque levemente adocicado da pimenta-biquinho. Uma opção prática para variar o cardápio e valorizar ingredientes in natura.
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Geleia de Caqui
Uma forma criativa de aproveitar a safra da estação, a geleia de caqui transforma a fruta em uma preparação versátil para acompanhar pães, torradas e bolos. Além de saborosa, ajuda a prolongar o consumo da fruta e reduzir o desperdício na cozinha.
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Comida de verdade também se defende.
Receitas simples, alimentos da época e informação clara fazem parte de uma mesma luta: garantir que mais pessoas tenham acesso a escolhas alimentares saudáveis.
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