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  MEDICAMENTOS  
     
  28 de Junho de 2010  
  Remédio contra diabetes Avandia traz riscos ao coração  
  (Fonte: France Presse)  
     
  O medicamento Avandia, do laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK), utilizado contra a diabetes, aumenta o risco de problemas cardiovasculares, segundo a análise dos resultados de 50 testes clínicos publicados nesta segunda-feira e que confirmam estudos anteriores.

O risco aumenta de 28% a 39%, mas o número não vem acompanhado de um aumento de mortes por infarto.

Esta análise, realizada pelos médicos Steven Nissen e Kathy Wolsky da Cleveland Clinic Foundation, estudou 56 ensaios clínicos até fevereiro de 2010.

Os testes contaram com a participação de 35.531 pacientes, dos quais 19.509 haviam tomado Avandia (molécula rosiglitazona), enquanto 16.022 foram tratados com o medicamento Artos (molécula pioglitazona), da mesma categoria que o anterior mas do laboratório japonês Takeda.

"Estes resultados são similares aos estudos feitos anteriormente (em 2007) pelo laboratório britânico GlaxoSmithKline - o fabricante -, a agência americana de medicamentos (FDA, Food and Drug Administration) e pesquisadores independentes, e dão conta de um aumento de risco cardiovascular nos doentes que utilizam a rosiglitazona", afirmam os autores destes trabalhos publicados nesta segunda-feira na versão on-line do jornal Archives of Internal Medicine.

"A FDA já anunciou que um grupo de especialistas independentes se reunirá em julho para recomendar ou não a retirada deste medicamento do mercado", acrescentam os autores em um comunicado.

A análise foi publicada nesta segunda-feira, antes que essa reunião aconteça, e voltará a ser publicada na versão impressa do jornal médico no dia 26 de julho.

A comercialização da rosiglitazona foi autorizada em 1999 pela FDA para tratar a hiperglicemia - taxa elevada de açúcar no sangue - nos pacientes que sofrem de diabetes tipo 2 ou nos adultos.

Cerca de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de diabetes, das quais 23 milhões são americanas.

Outro lado

No Brasil, a unidade da GlaxoSmithKline informou que "estudos clínicos feitos diretamente com pacientes de forma randomizada (aleatórias) são padrões de referência para a avaliação de questões científicas e médicas".

"Seis estudos deste tipo --RECORD, APPROACH, VICTORY, VADT, ACCORD e BARI-2D-- foram apresentados ao FDA (U.S Food and Drug Administration) durante a última revisão sobre a segurança cardiovascular de Avandia. Ao serem analisados conjuntamente, estes estudos mostram que Avandia não aumenta o risco de ataques do coração, derrames ou óbitos", afirmou.

"A GlaxoSmithKline informa que até que tenha acesso às publicações finais não pode se pronunciar em detalhes, mas ressalta que há limitações inerentes ao tipo de estudo conduzido, que foi baseado apenas em dados estatísticos".
 
     
     
     
 
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